- Querido, eu posso comprar algumas coisas para ela, ou ela trouxe? – ela pergunta e eu me lembro que realmente ela não trouxe nada (nem teria como).
- Compre algumas roupas que vocês mulheres sempre precisam e compre também um vestido para o jantar de noivado. – respondo para ela, e sei que ela dará seu melhor, minha esposa tem muito bom gosto.
- Claro querido, irei comprar tudo que ela precisar. Como ela é? – ela pergunta curiosa porque ainda não viu minha irmã.
- Ela é linda meu amor. Ela ainda parece aquela garotinha frágil de 18 anos atrás. – respondo e minha esposa me olha curiosa.
- Ela já sabe de tudo amor? – ela me pergunta intrigada.
- Ainda não, mas logo saberá. – respondo e ela me olha um pouco preocupada.
- E você acha que isso vai dar certo amor? Como será que ela vai reagir ao saber do contrato entre as duas famílias? – confesso que também estou pensando nisso, mas resolvo tranquilizar minha esposa.
- O León além de ser meu amigo eu sei que é um ótimo rapaz, e tenho certeza que ele irá cuidar bem dela.
- Tudo bem amor, se você diz eu acredito. – ela fala e me abraça deitando sua cabeça em meu peito.
- Cadê as crianças? – Pergunto pra ela enquanto levanto sua cabeça para lhe dar um beijo.
- A essa hora eles já estão dormindo meu amor. O que você tem em mente? – ela pergunta se sentando no meu colo me provocando.
- Você sabe. Vamos aproveitar. – respondo enquanto a coloco na cama e vou tirando sua saia.
Começo a beijar minha esposa e vou tirando sua roupa lentamente, começo a beijar sua boca e vou descendo os beijos. Quando começo a chupar seus seios, meu celular toca e eu levando puto da vida para atender.
(Ligação on):
- Roberto, acabei de aterrissar na Itália. Minha noiva já chegou? – o filho da mãe tinha que me ligar logo agora.
- Ah! Oi León. – respondo puto da vida.
- Lógico que sou eu Roberto. Esperava quem? O Tom Cruise? – ele responde com deboche.
- Belo senso de humor. – respondo com frieza.
- Você está bem mal-humorado meu amigo. – ele responde dando risada. – Falando sério agora, como ela é? – ele pergunta curioso pela minha irmã.
- Cara, amanhã você vê ela no jantar. Eu estava meio enrolado aqui e você me atrapalhou. – eu respondo e ele começa a rir.
- Ah entendi agora! Hahahahaha. Desculpa aí meu amigo, não queria atrapalhar. – ele fala rindo. Se ele não fosse meu amigo eu já teria mandado ele ir conversar com o capeta.
- Ok. Agora eu vou voltar a fazer o que estava fazendo. Até amanhã. – como ele resolveu rir de mim, vou atiçar a curiosidade dele em relação a minha irmã. – Ah, devo dizer que você vai adorar ela.
- Até amanhã.. – antes que ele pudesse falar mais alguma coisa eu desliguei o telefone e voltei a fazer o que estava fazendo.
(Ligação off).
Visão de Fernanda (Sabina)
Estou me sentindo um pouco tonta, tento abrir o olho devagar tentando assimilar tudo o que aconteceu. Quando abro meus olhos vejo que estou em um quarto estranho. Na hora eu me lembro de tudo que aconteceu, eu fui sequestrada e minha mãe também.
Droga! Como eu me deixei ser pega, e o pior, como deixei minha mãe ser pega! Ai meu Deus, e agora? Me levanto e vou até a janela, quando abro as cortinas vejo as grades. Pronto, agora eu sei como os criminosos se sentem. Eu preciso sair daqui.
Quando estou em meio aos meus pensamentos, um homem abre a porta do quarto que eu estou.
- Vejo que você acordou? – ele fala enquanto vai entrando no quarto.
- Quem é você? O que você quer? – pergunto tentando tirar alguma informação dele. – Responde logo! – falo quase gritando.
- Você é bem curiosa. Saiba que no nosso mundo isso não é bom. – ele responde olhando sério pra mim, e o que ele fala a seguir me deixa totalmente sem reação. – Me chamo Roberto Bianchi. Sou seu irmão.
- Eu não tenho irmão. – eu falo enquanto pego minha arma de emergência que escondo dentro do sutiã e aponto pra ele. Como essa arma é bem pequena, então consigo esconder ela em qualquer lugar. – Me deixa sair daqui ou eu atiro! – falo apontando a arma pra ele.
- Abaixa logo essa droga dessa arma! Logo você que é tão esperta, se olhar pela janela sabe que está cercada de seguranças, se você atirar em mim não sai viva. – ele fala e eu abaixo minha arma.
- O que você quer comigo e porque eu estou aqui? – pergunto um pouco apreensiva porque não sei quem fala a verdade.
- Reatar os laços minha irmã. Eu e nosso pai te procuramos por 18 anos. Nosso pai nunca desistiu de te encontrar e está muito feliz com a sua volta. – ele fala isso mas é impossível, eu não tenho irmãos nem pai. Se eu tivesse pai e irmão minha mãe teria falado.
- Vocês me sequ*straram. – falo alterando minha voz. – Isso é crime! – respondo com raiva.
- Irmã você é muito desconfiada. – ele balança a cabeça e começa a rir.
- Lógico! Acha mesmo que eu iria confiar em alguém que eu não conheço? – respondo desconfiada.
- Eu posso provar que sou seu irmão. – ele fala com muita convicção.
- Como? Como você pode provar algo que eu tenho certeza que não sou? – pergunto intrigada.
- Você tem uma tatuagem escrita em símbolos que significa Dragão. – ok ok. Isso tá ficando esquisito. Como esse cara sabe disso?
- Como você sabe disso? Como você sabe que eu tenho essa tatuagem? – confesso que perguntei um pouco assustada.
- Eu tenho uma igual. – ele tira a camisa e me mostra. – Todos nós da família Bianchi temos uma.
- ... – ok ok, fiquei sem palavras. Mas como isso é possível? O que está acontecendo?
- Sua mãe te sequestrou quando criança há 18 anos atrás. – ele me responde bastante sério, mas estou muito confusa.
- Por que ela faria isso? E por que eu deveria acreditar em você? – apesar de confusa, é impossível que minha mãe tenha feito algo assim.
- Confesso que nem eu sei porque ela fez isso, ela não estava em si naquele momento. Havia acontecido muita coisa naquele ano.- ele fala isso, mas eu o interrompo perguntando o porque eu deveria acreditar nele e ele me responde com algo que para mim é impossível de acreditar. – Somos família irmã.
- Eu não sou família de bandido. – falo com raiva e ele me deu um tapa. – como ousa bater em mim? – parto pra cima dele e o derrubo no chão acertando um soco na sua boca.
- Até que você é rápida irmã. – ele fala e logo se recupera. – Vejo que não quer confraternizar com a família de maneira amigável. – ele fala, e claramente ficando irritado, mas tu liga? Porque eu não.
- Nunca! Eu já disse que não sou família de bandido! – ele sai batendo a porta e me deixando trancada. – Volta aqui seu bandido imbecil! – eu grito.
Visão de Roberto Bianchi
Depois da minha irmã acordar e eu ir conversar com ela, acabamos discutindo, e a danada tem o sangue Bianchi correndo nas veias. Ela me acertou um soco na boca, e eu deixei ela gritando no quarto e saí trancando a porta. Sigo para meu quarto para buscar o kit de primeiros socorros, e quando estou aplicando a antisséptico no corte devido ao soco que levei, minha esposa Martina entra no quarto.
- Marido, eu não sei se isso vai dar certo. Eu escutei ela gritando há pouco. – ela fala preocupada e vem me abraçar por trás.
- Não se envolva nisso, eu sei o que faço. – falo com raiva. Essa minha irmã vai me dar muito trabalho.