- Ela é a princesa mais linda de todas. – ela fala enquanto eu acordo e um menino que aparenta ter a mesma idade que ela se aproxima.
- Verdade. Ela é linda. – ele responde concordando com a menina. Pela aparência dos dois, acredito que sejam gêmeos.
- O que duas pessoas tão pequenas e doces fazem em cima da minha cama? – pergunto dando um sorriso para eles.
- A gente entrou e viu você dormindo. – ela responde sorridente e o irmão continua.
- Pensamos que fosse uma princesa. – ele responde e a vontade que tenho é de apertar eles. Eles são muito lindos e educados.
- Quais são os seus nomes meus amores? – pergunto curiosa enquanto eles vem me dar um abraço.
- Eu sou Alice. Princesa Alice. – ela fala enquanto faz um cumprimento de princesa dos filmes e eu começo a rir.
- Muito prazer vossa alteza. – eu falo rindo pra ela. – E você meu anjo? – falo enquanto olho o irmão dela.
- Eu sou Ricardo. Príncipe general. – ele fala fazendo uma postura de soldado. – E você?
- Muito prazer vossa alteza. – respondo fazendo uma reverência pra eles e eles começam a rir. – Podem me chamar de Fernanda.
- Princesa Nandaaa!!! – ela fala pulando na cama e batendo palmas.
- Encantado vossa alteza. – ele responde fazendo reverência e começa a rir da irmã.
- Vocês além de lindos são muito fofos – eu falo abraçando de novo os dois.
- Nós sabemos titia. – ela responde dando um lindo sorriso pra mim.
- Modéstia zero né Alice. – respondo rindo dando um beijo na testa dos dois.
- Titia, eu não sei o que é isso, mas é isso aí. – ele fala e eu começo a rir mais ainda enquanto Alice me olha curiosa.
- Titia, você é a princesa do reino distante? – ela fala e eu fico sem entender. Depois de um tempo o Ricardo completa.
- Titia, você é a princesa do amigo do papai, o rei León? – ele pergunta e Alice continua.
- Aquele bonito de olhos claros, bem grandão titia. – ela fala e eu começo a rir.
- Hahahahaha. Vocês estão falando daquele imbecil. – falo rindo muito.
- Titia, o que é imbecil? – ele pergunta e Alice dá um tapinha na cabeça do irmão.
- Como você é lerdo irmão. – ela fala e Ricardo responde.
- E você é muito chata. – ele fala e os dois começam a discutir.
- Meus amores, parem de brigar. – eu peço aos dois e eles ficam quietinhos. – Vocês são filhos da Martina?
- Somos sim titia. – eles respondem em uníssono, mas apenas o Ricardo continua. – Nosso papai é o Roberto.
- Titia, você é a princesa perdida? – Ele pergunta curioso.
- Claro que é! – ela responde. – Vovô disse que ela estava aqui e era linda. – Alice fala e Ricardo concorda com o que ela falou.
- Sim meus amores, sou eu mesmo. – eu respondo e Alice começa a pular alegre.
- Titia, você pode brincar com a gente? – ele pergunta receoso, mas quem pode negar algo a esses dois? Eles são muito lindos.
- Claro meu anjo. Me esperem aqui, que eu vou me arrumar e já volto. – eu falo a caminho do banheiro e eles concordam.
Depois de fazer minha higiene e vestir uma roupa confortável para o dia, eu fui brincar com eles. A Alice é muito esperta e fez a brincadeira do jeitinho dela. Ela era a princesa que vive na torre do castelo, eu era a fada madrinha dela e o Ricardo era o bruxo malvado, essas crianças tem muita energia. Depois de um tempo brincando, Nary entra no quarto falando que Martina e Roberto estavam procurando as crianças e informando também que o café da manhã já estava na mesa. Nós paramos de brincar e decidimos descer para comer. Chegando lá, já estavam sentados à mesa Gilberto, Martina e Roberto.
- Vejo que já conheceu seus sobrinhos. – ele fala enquanto as crianças vão abraça-lo.
- A titia é o máximo vovô! – ela fala e Ricardo concorda vindo para perto de mim e me dando um abraço.
- Obrigada meu anjinho. – respondo mandando um beijo para ela que ainda estava abraçada com Gilberto.
- Sente-se irmã. – ele fala enquanto indica um lugar a mesa ao lado esquerdo de Gilberto.
- Obrigada. – respondo olhando pra ele enquanto vou para meu lugar. – Bom dia a todos.
- Bom dia. – respondem em uníssono.
- Sabina, daqui a pouco sua sogra chegará com sua cunhada para que você possa provar o vestido do seu casamento. Você sabia que sua cunhada desenhou seu vestido? – ele fala puxando assunto, mas eu decido não me manifestar, porque se eu falar alguém vai se dar mal. Preferi tomar meu café da manhã em silêncio até que Martina resolve falar.
- Cunhada, vamos comigo dar uma volta pelo jardim com as crianças? – concordo com a cabeça enquanto termino de comer.
Enquanto saíamos pela porta da frente as crianças passaram por nós correndo, Martina tentou pedir para eles irem devagar, mas eu pedi para ela deixar os dois brincarem à vontade, porque realmente queria conversar com alguém. O jardim aqui é bem bonito, nos sentamos em um banco próximo a uma fonte, e eu resolvo falar, algo me diz que posso contar com ela.
- Martina, eu preciso de um favor. – eu falo e ela concorda com a cabeça me incentivando a continuar. – Por favor me fala um pouco sobre a família Ricci. – peço a ela com sinceridade.
- Claro cunhada, mas por que a curiosidade? – ela responde entusiasmada, pelo jeito ela acha que eu gostei daquele troglodita.
- Devemos conhecer os inimigos. – respondo com indiferença.
- Entendi. – ela fala, não parece convencida com minha resposta, mas mesmo assim continua. – Antes quem comandava a família Ricci era Alexandre Ricci. Ele era bem temido por outros mafiosos. Ele teve muitas amantes, e isso fez a coitada da Valina sofrer muito. Ele criou León à sua imagem e ensinou tudo o que ele sabe. Mas o Alexandre foi morto por um integrante da família Devort.
- Outra família da máfia. – eu falo e ela concorda com a cabeça, logo em seguida ela continua.
- Sim, isso mesmo. Eles são inimigos declarados. A família Ricci domina o sul da Itália, tem diversos negócios, eles tem casas noturnas e também trabalham com drogas e armas.
- Eles trabalham com prostituição? – eu pergunto pra ela.
- Trabalham sim, o León pega algumas de vez em quando.
- Que ótimo – falo com deboche.
- Eita cunhada. ciúmes? – ela pergunta intrigada.
- Jamais. Agora continua. – incentivo ela a continuar me falando. Eu quero saber onde estou me metendo.
- León assumiu os negócios com 16 anos. Foi o mafioso mais jovem, e é melhor amigo do seu irmão. – ela continua. – A irmã dele é Juliany Ricci. Ela é bem talentosa, uma grande estilista no mundo da moda. Ela é meio doida mas é uma ótima pessoa. – eu incentivo ela a continuar me falando mais. – A Juliany tem uma filha chamada Letícia, ela é um doce de menina e tem a mesma idade dos meus filhos. A mãe deles, a Valina, é uma mulher super gentil e amorosa, pelo que sei ajuda muitos orfanatos também. Isso é tudo que eu sei. – ela conclui.
- Interessante.. – eu falo enquanto processo essas informações.- Obrigada Martina. – agradeço de forma sincera para ela.
- Não foi nada. Sempre que precisar vou estar aqui. – ela fala e vejo que é de forma sincera.
Conversamos mais um pouco, depois as crianças vieram nos puxar para brincar com elas. Meu Deus quanta energia eles tem. Depois de corrermos muito, Nery vem nos chamar informando que a mulher que vai ser minha sogra chegou, e Martina pede pra ela levar as crianças pra cima. Quando chegamos na sala vemos a Juliany e a Valina.
- Bom dia cunhada. – ela fala com um sorriso no rosto e eu a cumprimento.
- Bom dia Sabina. – ela fala enquanto me entrega uma caixa enorme. – Eu trouxe seu vestido para você experimentar.
Eu concordo com a cabeça e decido ficar calada por enquanto. Vou para o meu quarto e aproveito para tomar um banho antes de provar aquele vestido. Quando termino de me vestir, desço para me encontrar novamente com elas e Valina me olha com os olhos brilhando.
- Nossa Sabina, como você está linda. – ela fala enquanto vou entrando na sala.
- Eu estou parecendo a noiva cadáver. – respondo pra ela e Martina interrompe.
- Deixa de exagero cunhada, você está perfeita. – ela fala com entusiasmo.
- Perfeita para me tornar um zumbi. – eu respondo pra ela cortando todo seu entusiasmo, até que Juliany fala algo.
- Cunhada, devo admitir que meu irmão tem bom gosto, o vestido ficou perfeito em você. Eu sei que eu fiz, mas omodelo que ele escolheu ficou simplesmente perfeito. – ela fala e minha paciência acabou de ir pro espaço.
- O que você disse? – pergunto atônita. – Foi aquele imbecil que escolheu? – ela concorda com a cabeça. – Ele vai ver o que vou fazer com isso. –falo furiosa.
Saio da sala furiosa em direção à cozinha. Todos os funcionários se assustaram comigo por eu ter pego uma faca e ter rasgado o vestido inteiro em mil pedaços lá mesmo. Depois de rasgar o vestido inteiro, subo para o quarto para trocar de roupa e desço entregando o vestido rasgado nas mãos da Juliany.
- Juliany, por favor entrega para aquele imbecil do seu irmão. – quando eu vejo um olhar triste nela, resolvo esclarecer a situação. – Não é nada contra seu vestido Juliany, ele é perfeito. Meu problema é seu irmão.
- Tudo bem cunhada, mas não precisava rasgar meu vestido. Eu fiz ele com tanto carinho pra você. – ela fala com um semblante um pouco triste e eu entendo.
- Desculpa Juliany, como falei antes, não tenho nada contra você. – falo com sinceridade.
- Cunhada, eu só te desculpo porque te acho um máximo. – ela fala, eu dou um sorriso simpático e resolvo continuar.
- Agora por favor, digam aquele imbecil que se ele continuar querendo se casar comigo, a vida dele será igual ou pior que a desse vestido. Eu vou destruir a vida dele. E digam a ele também que se ele quiser brincar de vestir, que ele compre uma boneca, porque eu não sou a Barbie. Tenham um bom dia. – falo e me retiro da sala. Mas enquanto vou saindo ainda escuto elas conversando.
- Eu quero morrer amiga dela. – escuto Juliany dizer.
- Você não é a única. – Martina concorda com Juliany.
- Meu Deus, o León vai surtar. – Valina fala e Juliany começa a rir.
- Conta uma novidade mãe. – ela fala rindo.