(ligação on):
- O que foi mãe? Estou um pouco ocupado aqui. – pela respiração dela, sinto que está um pouco apreensiva.
- Então filho, tivemos um problema com o vestido. – ok, ela está apreensiva.
- Problema de que tipo exatamente mãe? – pergunto já imaginando o problema.
- Calma filho, não fique bravo. – ela responde e minha paciência está indo embora.
- O que foi que ela fez mãe? – fico me perguntando o que será que ela aprontou agora.
- Então filho, ela rasgou o vestido inteiro e te ameaçou. – ela fala as duas últimas palavras com um certo humor e eu jogo um vaso que tinha na minha mesa na parede.
- O que? Filha da puta! – respondo jogando os papeis que estava assinando na mesa.
- Olha a boca garoto! – ela responde me repreendendo e nos despedimos.
(ligação off).
Eu tenho que dar um jeito de controlar essa mulher, se ela acha que vai me desrespeitar, ela está muito enganada. Ela me paga. Eu vou domar essa onça de um jeito ou de outro, mas confesso que gostei dessa ousadia dela.
- FELIPE!! – grito chamando meu chefe de segurança e braço direito.
- Estou aqui senhor. – ele responde entrando no escritório.
- Prepare o carro para mim e mande buscar essa encomenda. – falo enquanto entrego um papel com o endereço para ele.
- Tudo bem senhor, deseja algo mais? – ele pergunta, eu balanço a cabeça negativamente em resposta e ele sai do escritório.
Quando Felipe sai, eu volto minha atenção para os papéis. Essas negociações valem algumas centenas de milhões. Depois de conferir tudo e assinar, o Felipe chega com a encomenda e pergunta se eu vou querer sair com o motorista, mas eu nego e sigo para meu destino.
Visão de Fernanda (Sabina)
Depois de dar meu recado a Juliany e Valina, eu subi para o quarto das crianças brincar um pouco com eles. Eles nem parecem ter apenas 5 anos, são muito inteligentes e espertos. Estava distraída quando sinto uma mão em minha cintura e começo a ser carregada parecendo um saco de batatas. Quando vi que era o León eu ia xingar, mas me calei por causa das crianças. Quando ele me tirou do quarto eu comecei a me debater intensamente mas ainda escuto uma parte da conversa das crianças.
- O que foi isso? – ele perguntou num tom surpreso.
- Um príncipe. – escutei ela respondendo.
- Ele é muito mal educado, nem nos cumprimentou. – falou indignado pra irmã.
- Irmão, ele está apaixonado. Ele nem nos viu. – meu Deus como essa menina é inteligente.
- E amor cega é Alice? Não sabia.
- Lógico! Você é muito lerdo. – ela responde para ele.
Depois disso não ouvi mais o que eles falaram, o León saiu me carregando no ombro dele enquanto eu me debatia, até entrar em um quarto e fechar a porta.
- Me solta imbecil!!! – grito com ele, e ele me coloca no chão.
- Que ideia foi essa de rasgar meu presente? – ele me pergunta claramente irritado.
- Ah, então foi isso. – respondo com deboche. – Eu destruí sim, e destruiria de novo porque eu não sou um brinquedo para você fazer o que quer.
- Até que você é bem marrenta. – ele diz com tom de deboche.
- Sou mesmo. – respondo para ele no mesmo tom.
- Pega esse vestido na caixa e vai se vestir. – ele fala em tom dominante achando que vou baixar a cabeça.
- Não vou vestir nada! – respondo ficando irritada, odeio ser mandada por alguém.
- Você vai sim, ou eu... – eu não deixo ele terminar e o interrompo.
- Você vai fazer o que? – respondo irritada.
- Isso! – ele responde e faz algo que nunca esperava.
Ele teve a audácia de rasgar minha blusa. Eu estava vestindo uma blusa que não usava sutiã porque tinha bojo. Quando ele rasga eu fico com os seios nus. Eu começo a xingá-lo de todos os nomes possíveis e imagináveis enquanto procuro algo para me cobrir, e o sem noção ficava me olhando dos pés à cabeça com um olhar predador. Peguei uma toalha que achei em uma das gavetas do closet do quarto para me cobrir, e ele continua me olhando. Posso perceber o quanto ele está excitado.
- Vai vestir logo esse vestido ou eu mesmo visto em você. – ele fala sem paciência, mas a minha paciência já foi embora há muito tempo.
- Te odeio imbecil!! – eu falo dando um empurrão nele e vou para o closet me vestir.
- O amor e o ódio andam juntos querida. – ele fala debochado enquanto me visto.
- Está satisfeito agora? – falo enquanto saio do closet.
- Sim estou. – ele responde me olhando. – Mas ainda preferia você nua. – ele fala com um sorriso debochado.
- Além de sem noção é um pervertido. – respondo indignada com as insinuações dele.
- Sou mesmo. Agora venha, vamos descer. – ele fala tentando me puxar, mas sou mais rápida que ele.
- Me larga! – respondo indo para o outro lado do quarto.
Ir para o outro lado do quarto foi uma péssima idéia. Esse troglodita não perde a oportunidade de se comportar como um babaca. Ele vem até mim e me carrega no ombro como se fosse um homem das cavernas, enquanto eu fico me debatendo intensamente tentando me soltar. Quando chegamos na sala ele me solta mostrando como eu estou para todos.
- Nossa Sabina, você está perfeita. – ela fala com um sorriso no rosto.
- Muito linda. – meu pai e meu irmão falam ao mesmo tempo.
- Nossa! Esse está melhor que o outro. – Juliany fala admirada.
- Você está maravilhosa cunhada. – Martina fala sorrindo também.
- Concordo com vocês. – ok, agora minha paciência acabou de vez.
- Acabou a palhaçada? – pergunto cruzando os braços.
- Você me respeite Sabina. – ele fala enquanto vem pra perto de mim e segura meu braço.
- Ah, vai se lascar León! – eu o derrubo no chão e dou um chute certeiro nas partes baixas dele. – Se acostume querido, sua vida perto de mim será apenas de dor.
Quando termino de falar vou em direção ao quarto tirar esse vestido. Ainda não acredito que eles insistem nessa palhaçada de casamento. Mas se pensam que vou aceitar tranquilamente, estão muito enganados.
Visão de León
Depois de pegar a encomenda com o Felipe, eu sigo em direção a mansão dos Bianchi com um vestido novo. Se ela pensa que vai agir da forma que quer, ela está bem enganada. Quando chego passo direto por todos e vou em direção aos quartos para procurar aquela onça raivosa.
Quando a encontro, ela estava brincando com os filhos do meu amigo Roberto, mas nem dei importância. Levei ela pra outro quarto, rasguei a blusa dela e fiz ela vestir o novo vestido. Devo confessar que ela tem um corpo perfeito, e que seios são aqueles. Estava ficando excitado vendo ela daquele jeito.
Mas tenho que manter o foco, ela tem que se jogar aos meus pés. Depois de um tempo ela sai do closet vestida, e eu a carrego para a sala. Quando nossa família a viu, não pouparam elogios, mas como sempre, ela me desrespeitou novamente, acabamos discutindo e mais uma vez ela acertou um chute nas minhas partes baixas.
- Ah... Filha da... – ela saiu da sala mas eu não consegui alcançar de tanta dor que estava sentindo.
- Hahahaha. Eu adoro minha cunhada irmão. – minha irmã fala rindo de mim enquanto recupero minha postura.
- Fica calada Juliany. – falo de forma severa com minha irmã. – Acho melhor irmos embora.
- Falaremos com ela meu amigo. – ele fala e eu aceno com a cabeça de forma positiva enquanto sua esposa interrompe me deixando intrigado.
- Por que vocês não dão o que ela quer e em troca ela se casa de livre e espontânea vontade? – ela nos pergunta.
- E o que tanto ela quer Martina? – pergunto intrigado.
- A moto dela e a mãe. – ela responde e quando eu pergunto se é só isso que ela quer, Martina acena com a cabeça de forma positiva.
- Isso é fácil. A moto eu trago amanhã, agora a mãe dela só você pode resolver Roberto. – falo olhando para meu amigo e cunhado.
- Nem pensar! A Sina merece estar onde está agora! – ele nega a oferta mas meu sogro o interrompe.
- Se é só isso que ela quer, nós aceitamos. – ele responde olhando para mim e depois para a esposa de Roberto.
- Ela com toda certeza vai gostar de saber isso. Irei falar com ela.