Depois que aquele homem saiu, eu fiquei rodando o quarto, procurando se tinha alguma forma de fugir. Mas o quarto parece uma cadeia, tem grades na janela e na janelinha do banheiro também, além de ter três, três seguranças embaixo da janela e dois na porta do quarto. Depois de passar muito tempo pensando em como fugir, acabo dormindo. Estou tão cansada que não consigo manter os olhos abertos, mas talvez ainda seja efeito do calmante. Amanhã espero acordar melhor.
Quando acordo vejo que tem uma bandeja de café da manhã, mas como não sei com quem estou lidando, decido examinar a comida para ver se não tem veneno ou drogas. Depois de constatar que não tem nada de anormal na comida, eu decido comer, até porque faz cerca de 24 horas que não como nada.
Depois de comer, eu fico olhando as coisas que tem no quarto, logo vejo uma foto de três crianças, duas menores e uma mais velha. O maior era um menino loiro, e os menores eram uma menina e um menino de cabelo preto e olhos claros como o meu. Essa menina se parece muito comigo. AI MEU DEUS! SOU EU! Será verdade essa foto? Não.. não pode ser!
O dia foi passando e ninguém apareceu (confesso que achei até melhor). Na hora do almoço uma mulher bate na porta e entra com uma bandeja de comida, pelo uniforme acredito que deve ser empregada da casa.
- Boa tarde srta Bianchi, vim trazer seu almoço. Eu me chamo Nery, sou a empregada. Qualquer coisa que precisar pode me chamar. – ela fala. Ela me parece ser bem simpática.
- Obrigada Nery. – respondo com um sorriso, já que ela foi tão simpática comigo.
- O chefe pediu para trazer esse vestido e disse que é para a senhora usar hoje à noite no jantar. Tem produtos e roupas também no seu closet. Tenha uma boa tarde senhorita. – ela fala com um sorriso enquanto me entrega o vestido e se retira do quarto.
Ela sai do quarto e eu fico olhando para o vestido. Depois vou comer porque a comida está com um cheiro delicioso. Depois do almoço tento tirar as grades da janela, mas todo esforço é em vão.
Logo a noite se aproxima, e como pelo jeito me esperam para jantar, decido tomar um banho e me arrumo colocando o vestido. Ele é um vestido longo lindo, azul claro, bem delicado, e faço uma maquiagem bem leve.
Visão de León Ricci
Chegamos na mansão da família Bianchi, vejo que toda a família está reunida, e logo meu sogro vem me cumprimentar.
- Sejam todos bem-vindos família Ricci. – ele fala cumprimentando a mim, minha mãe Valina e minha irmã Juliany.
- Obrigada sr. Bianchi. – elas respondem em uníssono.
- Boa noite meu sogro, boa noite Roberto. – respondo cumprimentando meu sogro e meu cunhado e amigo Roberto.
- Olá meu amigo. – ele vem e aperta minha mão. E sua esposa Martina vem nos receber também.
- Boa noite a todos. – ela fala enquanto entrelaça o braço com o de Roberto enquanto ele nos chama para ir para a sala de jantar.
- Onde ela está? – pergunto curioso para saber como é minha noiva e pelo jeito minha mãe também está bem curiosa porque ela também pergunta.
- Estou curiosa para conhecê-la também. – ela olha com bastante expectativa para Roberto.
- Ela está se arrumando, mas logo irá descer. – ele responde enquanto sentamos à mesa.
Sentamos à mesa e ficamos conversando sobre diversos assuntos e aproveitamos para tratar de negócios também, quando eu percebo uma linda mulher descendo as escadas. A pele branca como a neve, cabelos pretos e longos, olhos claros e lábios rosados, o corpo é de uma verdadeira deusa grega.
- Essa é minha filha, Sabina Bianchi. – ele fala me apresentando aquela linda mulher, que se aproxima de nós.
- Meu nome é Fernanda. – ela responde irritada.
- Irmã, sente-se perto do León. – ele fala para ela, e ela olha com desdém para ele.
- Eu não vou sentar perto dele! – ela fala olhando furiosa, e quando olho para Roberto vejo que ele está perdendo a paciência.
- Senta logo Sabina! – ele fala levantando a voz para ela.
- Eu não vou sentar numa mesa com um bando de criminosos! – Deus me dê paciência com essa garota.
- Senta logo aí garota, antes que eu perca a paciência! – eu falo me levantando. Essa garota vai me dar trabalho.
- Garota é a senhora sua vó! Meu nome é Fernanda, seu criminoso playboy metido a besta! – ela fala alterada e minha irmã começa a rir.
- Hahahahaha. Gostei dela irmão! – ela fala rindo batendo no meu ombro e eu dou um olhar severo, mas ela continua rindo e responde a Sabina. – Ele é tudo isso que você falou cunhada. Hahahaha. – minha irmã vai me tirar do sério hoje junto com essa garota.
- Cala a boca Juliany! – falo em um tom mais severo e ela começa a parar de rir.
- Calma irmão, já parei! – ela responde tentando ficar séria.
- Seguranças! Sentem ela nessa cadeira logo! – ele ordena e dois seguranças a sentam perto de mim.
- Olha, como a barraqueira estragou o clima, podemos pular para parte principal logo? – Pergunto para meu sogro e ele anui com a cabeça. Depois desse sinal, decido prosseguir. – Senhor Bianchi, eu posso pedir a mão de sua filha Sabina em casamento? – minha mãe já me olha com os olhos lacrimejando, tenho certeza que está pensando no meu falecido pai.
- Claro que pode León! Você tem minha bênção. – ele me responde com um sorriso, mas na hora Sabina deu um tapa na mesa.
- Não! – ela responde quase gritando e continua a falar apontando o dedo para mim. - Eu nunca vou me casar com alguém como você!
- Ai meu Deus meu filho! Se Alex estivesse aqui conosco ele estaria muito orgulhoso dessa união. Ele sempre adorou a Sabina. – ela responde alegre sem conseguir se conter.
- Eu só posso ter ido parar no hospício! Não é possível! – ela fala exasperada se levantando. Até brava essa mulher é linda.
- Me dá sua mão. – eu falo pegando a mão dela mesmo contra sua vontade.
- Não ouse tocar em mim! – ela fala e eu puxo a mão dela. – Me solta! – Ô garota chata. eu coloco o anel em seu dedo mesmo contra a vontade dela, e a levanto puxando para um beijo para selar o contrato que já foi assinado entre nossos pais quando ainda éramos crianças. Ela se debate e me empurra, mas o gosto dela é muito saboroso. – Imbecil! Nunca mais me toque seu babaca! – quando eu menos espero ela me dá um chute no meio das pernas que me faz gritar de dor.
- AH.... Sua... – não consigo nem terminar a frase de tanta dor que estou sentindo.
- Hahahahaha. Gostei de você cunhadinha. – minha irmã fala dando gargalhada e dando um olhar cumplice para Sabina. – Maravilhosaaa!! – ela fala ainda rindo de mim.
- Eu odeio você! – ela fala gritando.
A garota virou um furacão, eu nunca vi algo parecido. Ela virou a mesa com tudo que tinha em cima. O corpo de deusa e a carinha angelical esconderam bem o furacão que ela é.
- Levem ela para o quarto! – meu cunhado fala e minha irmã continua rindo. – Precisa de alguma coisa meu amigo? – ele pergunta enquanto os seguranças levam ela para o quarto.
- Hahahaha. Ela é a primeira que desafia o grande León Ricci! Adorei ela! – minha irmã fala rindo e meu sogro se aproxima de mim.
- Minhas humildes desculpas León. Ela não tem a culpa total. A mãe não ensinou as regras pra ela. – ele fala se desculpando comigo, mas eu sei que ele não tem culpa do que aconteceu.
- O casamento será daqui a três dias. – Roberto fala, e eu já fico imaginando uma forma de domar a fera que é minha noiva.
- Tudo bem meu sogro, ela vai aprender, a beleza dela repõe o fato dela parecer uma onça. – eu respondo ao meu sogro, ele e Roberto começam a rir e depois olho para o Roberto e o respondo. – Meu amigo, amanhã minha mãe vem trazer o vestido dela. Acho melhor eu ir, tenho alguns negócios para tratar.
- Obrigada pela recepção sr Bianchi. – minha mãe e minha mãe falam para o meu sogro.
- Tudo bem León, vocês são sempre bem-vindos em minha casa. – ele fala enquanto vamos embora.