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Chama Proibida - O Amor Impossível de Nathaniel
img img Chama Proibida - O Amor Impossível de Nathaniel img Capítulo 5 E eu sabia que seria cada vez mais difícil mantê-la do lado de fora.
5 Capítulo
Capítulo 7 Quanto mais eu tentava manter distância, mais ela se aproximava. img
Capítulo 8 Eu tinha um plano. img
Capítulo 9 E era isso que me assustava. img
Capítulo 10 Eu sabia que ele estava tentando se afastar de mim. img
Capítulo 11 Helena... img
Capítulo 12 Decepção. img
Capítulo 13 Trouxe lembranças. img
Capítulo 14 Não era como eu planejava img
Capítulo 15 Meu sangue gelou e ferveu ao mesmo tempo. img
Capítulo 16 Nada em mim conseguia desistir dele. img
Capítulo 17 Ricardo nunca seria suficiente img
Capítulo 18 A raiva me consumia img
Capítulo 19 A possessividade de Ricardo img
Capítulo 20 A tensão atravessou a rua como uma corrente elétrica invisível. img
Capítulo 21 Pelos olhos de Ricardo img
Capítulo 22 A agressão... img
Capítulo 23 Eu a defendi img
Capítulo 24 Está tudo bem agora. Ninguém vai te tocar img
Capítulo 25 Aquela menina ia acabar comigo. img
Capítulo 26 Há dias não o vejo img
Capítulo 27 Ecos do silêncio img
Capítulo 28 Mas o silêncio dói. img
Capítulo 29 Você é covarde demais pra admitir o que sente. img
Capítulo 30 Eu vou esperar você, o tempo que for img
Capítulo 31 Eu deveria ir embora img
Capítulo 32 Decisão tomada: vou embora! img
Capítulo 33 A saudade falou mais alto img
Capítulo 34 Depois do beijo img
Capítulo 35 E agora, tudo entre nós tinha mudado. img
Capítulo 36 O destino já tinha feito a escolha por nós. img
Capítulo 37 Era destino. E nós dois sabíamos. img
Capítulo 38 E, pela primeira vez em anos, eu estava fugindo. img
Capítulo 39 E eu não estou pronta. Mas sei que ele também não. img
Capítulo 40 E eu não tenho limite quando alguém toca no que é meu. img
Capítulo 41 Quebrada. E completamente dele. img
Capítulo 42 Eu a beijei. Eu deixei ela entrar. img
Capítulo 43 A guerra está declarada. E eu nunca perdi uma. img
Capítulo 44 Uma promessa silenciosa pulsando no ar. img
Capítulo 45 Noite silenciosa... img
Capítulo 46 E eu soube que aquele capítulo não terminaria leve. img
Capítulo 47 A primeira noite. img
Capítulo 48 E pela primeira vez na vida... eu queria mesmo cumprir. img
Capítulo 49 A manhã ainda tinha o gosto dela. img
Capítulo 50 Valentim Davis - o passado... img
Capítulo 51 Eu não ia perder Zoe Amira. Por nada. img
Capítulo 52 E que, de agora em diante, nada mais seria leve entre nós. img
Capítulo 53 Posso ficar com você hoje img
Capítulo 54 Longe, ele pensava. Planejava. Observava. img
Capítulo 55 Algo estava errado. Algo grave. Algo que tinha tudo a ver comigo. img
Capítulo 56 A arma ambulante. A sombra. img
Capítulo 57 Os gemidos dela se misturaram ao som da minha respiração pesada. img
Capítulo 58 Eu não devia ter deixado a gente perder o controle desse jeito... img
Capítulo 59 Três palavras simples... e, suficientes para mudar o ar entre nós. img
Capítulo 60 E essa contradição estava acabando comigo. img
Capítulo 61 Então vamos acabar com essa merda logo. img
Capítulo 62 Por que ele está me afastando img
Capítulo 63 Ele estava se afastando não por falta de amor... img
Capítulo 64 Mas eu já estava destruída antes de ele perceber isso. img
Capítulo 65 Antes que você destrua vocês dois de vez. img
Capítulo 66 E agora eu carregava o maior segredo da minha vida. img
Capítulo 67 Sinto que vou perdê-la por todos os lados se não fizer algo logo. img
Capítulo 68 A dor pesa tanto que meu corpo cede. img
Capítulo 69 Eu fecho os olhos, aterrorizada. img
Capítulo 70 Nathaniel... ela não está no quarto. img
Capítulo 71 Eu vou sobreviver. Eu vou aguentar. Ele vai me achar. img
Capítulo 72 Nem um sussurro. Nem um rastro. img
Capítulo 73 E eu estou pronto para sangrar cada segundo dela. img
Capítulo 74 A escuridão tem cheiro. img
Capítulo 75 Eu vou voltar para ele. Para Nathaniel. img
Capítulo 76 Eu faria qualquer coisa para nunca mais perdê-la. img
Capítulo 77 E pela primeira vez desde que ela desapareceu... Eu sinto esperança. img
Capítulo 78 Depois de tudo que aconteceu, depois do medo, da dor, das marcas... img
Capítulo 79 Eu não sei se mereço tudo isso. img
Capítulo 80 E você... você é a minha redenção. O meu amor impossível... img
Capítulo 81 Um novo romance... img
Capítulo 82 Júlia já tinha entrado onde ninguém entrava há anos. img
Capítulo 83 Ele era o tipo que fica. O tipo que muda. img
Capítulo 84 Eu estava ali fora, parado feito um idiota. img
Capítulo 85 A mandíbula travada. A respiração pesada. img
Capítulo 86 Meu corpo reagia antes mesmo da minha mente entender. img
Capítulo 87 Eu nunca tinha visto Valentim tão perto de mim img
Capítulo 88 Controle das emoções. Controle das reações. Controle dos desejos. img
Capítulo 89 O beijo. O jeito como ele me segurou. img
Capítulo 90 E foi ali que a realidade me atingiu com força. img
Capítulo 91 E, pela primeira vez desde que decidi ficar... img
Capítulo 92 Mas, ao invés de se afastar... Ela se aproximou. img
Capítulo 93 Como se algo estivesse prestes a acontecer. img
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Capítulo 5 E eu sabia que seria cada vez mais difícil mantê-la do lado de fora.

Nathaniel Alexander Montenegro

Faz anos que aprendi a controlar minhas emoções. Décadas, talvez. Trabalhando como investigador para o governo dos Estados Unidos, se eu deixasse a mente se perder em desejos ou fraquezas, estaria morto. A vida me ensinou a ser firme, calcular cada passo, não me deixar dominar por nada que tirasse meu foco. Claro que eu tinha os meus casos, e minha decisão de não me envolver seriamente foi quando conheci uma tal mulher, que me levou para o buraco.

Ou pelo menos era assim até Zoe aparecer diante de mim com aquele sorriso curioso e insistente, como se tivesse o poder de atravessar todas as camadas que construí ao longo de uma vida inteira.

Eu não deveria olhar para ela do jeito que olho. Não deveria reparar nos detalhes que só um homem repara quando está interessado em uma mulher. Mas o problema é que reparo. Todos os dias.

Naquele fim de tarde, estava sentado nos degraus da varanda da mansão, depois de horas de trabalho. As mãos sujas de poeira, o corpo cansado, o suor escorrendo pela nuca. Tirei o boné, deixando os cabelos castanhos úmidos de suor respirarem um pouco. E, como já era costume, ouvi passos leves se aproximando.

Era ela.

Zoe caminhava devagar, provavelmente voltando da faculdade. A mochila pendurada em um ombro só, os cabelos cacheados e soltos caindo pelas costas, balançando com o vento. Ela não precisava fazer esforço para chamar atenção. Bastava existir. Bastava olhar para mim com aqueles olhos cor de chocolate que pareciam querer decifrar cada pedaço do meu silêncio.

- Está cansado? - perguntou, parando perto da cerca que separava minha casa da pousada.

- Bastante. - respondi, com sinceridade. - Mas é um cansaço bom.

- Bom? - ela riu, inclinando a cabeça. - Não sei como pode achar bom ficar o dia inteiro empoeirado, carregando coisas pesadas, quebrando telhas...

- É que esse tipo de cansaço não me incomoda. - falei, olhando para ela, mas tentando não deixar meu olhar se prolongar demais. - Cansaço da mente é pior.

Ela se aproximou mais, apoiando os braços sobre a cerca, como se quisesse encurtar a distância entre nós. - E você tem muito cansaço da mente?

Sorri de leve, desviando os olhos para a casa.

- Já tive. Hoje em dia, menos. Acho que aqui é mais fácil viver em paz.

Ela ficou em silêncio por alguns segundos, e senti seu olhar preso em mim. Não era o olhar de uma menina distraída. Era o olhar de alguém que estava observando com atenção, tentando entender. Zoe tinha uma forma intensa de olhar, como se quisesse arrancar respostas que eu não estava disposto a dar.

- Você é diferente. - ela disse, de repente.

- Diferente como? - perguntei, arqueando a sobrancelha.

- Não sei. - ela mordeu o lábio, pensativa. - Parece que nada abala você. Como se o mundo inteiro pudesse desmoronar, e ainda assim você estaria calmo, sentado na sua varanda, tomando café.

Ri baixo.

- Talvez seja só aparência.

- Não... - ela insistiu. - Eu sei que não é só isso.

Fiquei em silêncio. Não queria aprofundar. Não com ela. O que Zoe via em mim era só a superfície. A verdade era que eu carregava sombras que ela nem imaginava. Encontros perigosos, inimigos antigos, lembranças que ainda hoje me faziam acordar no meio da noite. Nada disso era visível para ela, e eu preferia que continuasse assim.

- Você não devia me olhar desse jeito, Zoe. - falei, enfim, sem levantar o tom.

Ela arregalou os olhos, surpresa. - Que jeito?

- Como se eu fosse algum tipo de enigma que você quer resolver.

Ela deu um sorriso de canto, brincalhão, mas no fundo provocador.

- Talvez você seja mesmo.

Suspirei, passando a mão pelo rosto.

- Não vá por esse caminho.

- Que caminho? - perguntou, com inocência fingida.

Olhei para ela de frente.

- O caminho de achar que sabe mais do que realmente sabe.

O sorriso dela não se desfez. Pelo contrário, parecia se divertir com minha resistência. E eu percebi o perigo naquele instante. Zoe não era só bonita. Não era só jovem. Ela era determinada, curiosa, brava quando queria. E eu sabia que, se ela decidisse algo, não haveria força no mundo capaz de fazê-la recuar.

Meu amigo Antônio, o pai dela, não fazia ideia de como a filha olhava para mim. Ele confiava em mim, como vizinho, como amigo, como alguém que poderia até proteger sua família. Se soubesse do que passava pela minha mente nesses momentos, talvez nunca mais falasse comigo.

Mas era difícil resistir. Porque cada detalhe nela me chamava. A voz doce, mas firme. Os lábios carnudos que se moviam com naturalidade. O jeito como ela gesticulava quando falava, como se cada palavra fosse importante. Eu fingia tranquilidade, mas por dentro, algo se movia em mim todas as vezes que ela se aproximava.

- Nathaniel... - ela quebrou o silêncio, chamando meu nome como se gostasse de saborear cada sílaba. - Posso te ajudar nas reformas?

Olhei para ela, sério.

- Não.

- Não? - ela riu, surpresa. - Por que não?

- Porque não é lugar para você. - respondi, firme. - É pesado, sujo, arriscado.

- Eu não sou tão frágil quanto pareço. - rebateu, cruzando os braços.

- Eu sei. - admiti, sem pensar. - Mas ainda assim... não é para você.

Ela inclinou o rosto, intrigada, e eu percebi que talvez tivesse deixado escapar mais do que deveria. Aquilo não passou despercebido por ela. Zoe não deixava nada escapar.

- Então... você se importa comigo? - perguntou, em tom provocador, mas havia algo mais fundo por trás da pergunta.

Engoli seco, mantendo a expressão firme.

- Eu me importo com seu pai.

- Com meu pai? - ela ergueu as sobrancelhas. - É só isso?

- É. - menti, olhando para a casa. - Só isso.

Ela ficou me observando em silêncio por alguns segundos, como se tentasse decifrar se eu falava a verdade ou não. E eu sabia que minha mentira não era convincente. Porque a cada vez que Zoe chegava perto, eu sentia. Sentia meu coração bater mais forte, o corpo reagir, a mente lutar contra pensamentos que não deveria ter.

Mas eu era mais velho. Eu sabia controlar. Eu precisava controlar.

- Então tá. - ela disse, dando de ombros. - Se não quer minha ajuda, vou só ficar olhando.

Revirei os olhos.

- Você é teimosa, Zoe.

- Eu sei. - ela sorriu, satisfeita. - Mas você gosta disso.

Ela virou as costas e caminhou de volta para a pousada, o balanço dos cabelos acompanhando seus passos. Fiquei parado na varanda, observando, até desaparecer pela porta. Respirei fundo, apoiando os cotovelos nos joelhos e passando as mãos pelo rosto.

Sim, eu gostava. E era exatamente isso que me assustava.

Porque não importava o quanto eu tentasse esconder, Zoe já tinha encontrado um jeito de entrar.

E eu sabia que seria cada vez mais difícil mantê-la do lado de fora.

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