Gênero Ranking
Baixar App HOT
Meu Bonito do Meu coração  / Part 1
img img Meu Bonito do Meu coração / Part 1 img Capítulo 10 O emprego é seu, parabéns.
10 Capítulo
Capítulo 15 Você lembra de mim img
Capítulo 16 Esse homem não tem permissão de entrar. img
Capítulo 17 Sempre juntas img
Capítulo 18 Faça isso por este velho pai. img
Capítulo 19 O que aconteceu img
Capítulo 20 Disparos do coração img
Capítulo 21 Beijo delicioso img
Capítulo 22 Eu preciso do trabalho img
Capítulo 23 Algumas coisas simplesmente não podem acontecer. img
Capítulo 24 Só não minta para você mesma. img
Capítulo 25 Gostaria de ganhar um extra img
Capítulo 26 Ele não é casado img
Capítulo 27 Gosta dela img
Capítulo 28 Completamente surtado! img
Capítulo 29 Isso é extremamente normal img
Capítulo 30 Posso te beijar de novo img
Capítulo 31 Seja minha essa noite img
Capítulo 32 Noite de amor img
Capítulo 33 Estou louco img
Capítulo 34 Eu não vou abandoná-la img
Capítulo 35 Primo, então você veio img
Capítulo 36 Somos só nós duas... img
Capítulo 37 Parabéns, priminho! Vai ser pai img
Capítulo 38 Espero que sejam felizes juntos img
Capítulo 39 Vou me casar com você. img
Capítulo 40 Vai tirar minhas filhas de mim img
Capítulo 41 Me solte, maldito! img
Capítulo 42 Os olhos dela estavam embargados pelas lágrimas img
Capítulo 43 Estão atrapalhando o depoimento img
Capítulo 44 Você me deu coragem img
Capítulo 45 Esqueça essa mulher. img
Capítulo 46 Pequeno sangramento img
Capítulo 47 Sou o pai dela img
Capítulo 48 Estou chegando, Belly img
Capítulo 49 Dias antes da minha fulga img
Capítulo 50 Eu te admiro profundamente img
Capítulo 51 Eu o amo, ele é o homem da minha vida img
Capítulo 52 Extremo prazer img
Capítulo 53 Ele é lindo img
Capítulo 54 Tem certeza que ela é minha neta img
Capítulo 55 Seja como for, esse escândalo precisa ser abafado pela mídia. img
Capítulo 56 Belly, obrigada! img
Capítulo 57 Quero a liberdade do meu irmão img
Capítulo 58 Filho, eu te amo e penso seu bem img
Capítulo 59 Tentando ser um bom pai img
Capítulo 60 A decisão é sua, esolha agora! img
img
  /  1
img

Capítulo 10 O emprego é seu, parabéns.

Belly

Eu concordava com tudo enquanto caminhava... mas por dentro só tinha uma pergunta: se a entrevista foi intensa, cheia de regras e etiquetas, como será conhecer o filho infernal dela? Isso eu iria descobrir. Quando chegamos ao final do corredor, ela parou diante das escadas e fez um gesto firme.

- Suba. Vá até o quarto três. É o que fica ao lado de um vaso com palmeiras americanas. - Apontou com o queixo.

- Entre e fale com ele. Neste exato momento, está deitado verificando o notebook. Você precisa convencê-lo.

Ela disse "boa sorte" como quem joga uma sentença, sem nem tentar sorrir. Em seguida, virou-se e chamou outra mulher. As duas se afastaram caminhando lado a lado, conversando como se eu tivesse deixado de existir.

- Senhora, eu... - tentei chamá-la.

Mas ela já estava longe demais.

Suspirei. Essa situação definitivamente não era normal. Mas a necessidade era maior que o bom senso, e eu precisava muito desse emprego. Então tudo o que fiz foi seguir a tal palmeira - que, sinceramente, eu nem sabia que inferno era. Mas quando cheguei, lá estava: um vaso enorme, luxuoso, com uma palmeira tão verde que nem parecia de verdade. As bordas douradas do corredor refletiam a luz e quase me cegavam.

Quarto três.

Respirei fundo, bati na porta três vezes. Uma voz masculina respondeu, e com a permissão dele, entrei.

Só que ele não estava na cama como a mãe havia dito. O notebook estava ali, aberto em cima da colcha, mas o dono dele... no banheiro.

O quarto era enorme, impecável. Havia papéis espalhados pela cama, pela mesinha lateral, até pelo chão. Documentos, anotações, planilhas... aquele homem trabalhava MUITO. Como ele demorava, sentei-me numa cadeira. Nenhum sinal dele. Levantei de novo, fui até a janela e fiquei olhando a paisagem. Do lado de fora, a mansão parecia ainda maior, quase um castelo moderno, cercado por jardins enormes e impecáveis.

- Desculpa... você quem é?

A voz veio tão perto do meu ouvido que me arranquei do chão. Girei rápido demais e dei uma cabeçada no rosto dele. Caímos no chão juntos, eu por cima, ele olhando para mim com os olhos arregalados, claramente tentando entender o que estava acontecendo.

E quando vi o rosto dele... meu mundo girou.

- Vo... vo... você... - gaguejei, perdida naquele par de olhos que eu conhecia bem demais.

Era ele. O juiz. O cara rico e bonitão pai da minha filha. Merda. Eu estava ferrada.

- Eu quem? - ele disse, ainda com as mãos apoiadas no chão e o rosto próximo ao meu, os olhos fixos nos meus como se tentassem decifrar minha alma.

Saímos daquele enrosco constrangedor. Ele se levantou primeiro, passando a mão nos cabelos daquele jeito gostoso que sempre me desmontou. Depois me olhou de cima a baixo, confuso e irritado.

- Quem você é? E o que está fazendo no meu quarto?

Abri a boca para responder, mas ele foi mais rápido. Seus olhos caíram nos papéis que estavam nas minhas mãos.

- Ah... ótimo. - Ele riu sem humor. - Nutricionista.

Virou de costas, frustrado.

- Se está aqui a pedido da minha mãe, vou repetir: não quero. - A entonação dele era de ordem, não de pedido. - Pode ir. Não tenho tempo para essas bobagens de... nutricionismo.

Ele bufou.

- Merda... Mãe não desiste. - Passou a mão no rosto. - Eu não sou um menino. Sou capaz de me virar sozinho. E você? - Ele se virou com impaciência.

- O que ainda está fazendo aqui? Eu já disse que não vou aceitar tratamento nenhum!

Foi aí que a minha paciência simplesmente acabou. Pouco me importava se eu ia perder essa vaga. Eu tinha uma filha para criar, contas para pagar, e a arrogância dele não ia me parar.

- Escuta aqui - comecei, firme.

- Sou mãe. Tenho uma filha. Eu não estou aqui para te agradar. Estou aqui para TRABALHAR. E você pode ser teimoso, mimado, o rei do castelo... não me importa. Vou fazer meu serviço.

A expressão dele mudou. Ele me encarou como se eu tivesse acabado de desafiá-lo para uma batalha.

- Até mais tarde - falei, mantendo meu rosto erguido.

- A gente ainda vai se ver hoje.

Saí do quarto com o coração nas mãos, tentando respirar, tentando processar tudo. Ele realmente... não tinha lembrança alguma de mim. Nem um lampejo. Nada.

- O que foi que fiz agora? - sussurrei para mim mesma, com a voz embargada.

Se ele não lembra... então eu não posso forçar nada. Não posso exigir, cobrar, muito menos revelar. O melhor e o mais seguro é trabalhar, sobreviver e criar minha filha. Só isso. Mas a pergunta que mais me dilacerou veio logo em seguida, como uma lâmina fria atravessando meu peito: E se um dia eu contar? E se ele descobrir? Eles são ricos, poderosos, influentes... e se resolverem tirar a minha filha de mim?

- Não... não. - Levei a mão ao peito, apertando a blusa como se pudesse segurar meu coração ali dentro.

- Isso não vai acontecer de novo. Eu não vou passar pelo mesmo inferno.

A lembrança do meu primeiro casamento, das ameaças, das pressões, da perda, me fez sentir náuseas. Não... não posso correr esse risco. Minha filha é tudo o que eu tenho.

Desci as escadas com as pernas gelatinosas, como se fossem feitas de água. Minha mente girava, meu estômago revirava, e eu ainda sentia, maldita memória sensorial, o corpo dele colado ao meu quando caímos no chão. O peso dele, a respiração perto demais do meu rosto, o perfume que eu jamais consegui esquecer. Era exatamente o mesmo cheiro. O mesmo que um dia me fez desmoronar.

E pior... os nossos lábios quase se tocaram. Se eu não tivesse virado tão rápido... se eu tivesse respirado diferente... se... Sacudi a cabeça, tentando expulsar a imagem. Eu não podia pensar nisso. Não podia sentir isso. Eu estava reunindo forças para solicitar água, ar, qualquer coisa que me devolvesse a sanidade, quando a mãe dele apareceu diante de mim como um furacão elegante.

- Não sei o que você fez - disse ela, com um sorriso satisfeito e olhos levemente arregalados -, mas meu filho aceitou os seus serviços.

- O quê? - Senti meus olhos se abrirem na mesma hora.

- Muito bem, venha comigo, senhorita Belle. - Ela virou-se, como se fosse óbvio que eu a seguiria.

- Temos que fechar o contrato. Você conseguiu ter a confiança dele. O emprego já é seu.

Minha boca secou. Minhas mãos ficaram frias. Confiança? Daquele homem? Como? Em que parte? Tínhamos quase nos matado na cabeçada! Ela caminhou rapidamente, elegante, impecável, dona do mundo.

- Agora espero que faça um bom trabalho... Vamos falar do salário e do contrato - completou, enquanto me guiava por um corredor enorme e silencioso.

Anterior
            
Próximo
            
Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022