O Filho Perdido: de volta aos braços do CEO
img img O Filho Perdido: de volta aos braços do CEO img Capítulo 2 Ele pertence à Família Wingrave
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Capítulo 10 Marido img
Capítulo 11 Ela é sua mulher! img
Capítulo 12 Uma ferramenta img
Capítulo 13 Eu apoio img
Capítulo 14 Dormindo juntos img
Capítulo 15 Errou a mão img
Capítulo 16 Você se acha demais! img
Capítulo 17 O corpo fala outra língua img
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Capítulo 2 Ele pertence à Família Wingrave

A menção àquela mulher fez o corpo de Benson se enrijecer. Ele se levantou, endireitou o corpo, e colocou a xícara em cima da mesa.

"Se me dão licença, eu preciso ir."

Depois que ele saiu,Valeria soltou um suspiro pesado e cheio de desprezo.

"Como aquela mulher, que é tão sem-vergonha e armou pra subir na cama do meu neto, pode atravessar as portas da nossa casa? É um insulto!"

"Mãe," Diara, a mãe de Benson, tinha um tom mais gentil, "ela é a mãe da criança. E o menino não faz ideia de quem é o pai. Ele vai ficar assustado, sem dúvida, e qualquer criança assustada merece estar com a mãe ao lado."

"Se meu marido não estivesse tão doente..." Valeria disse com desdém, "eu nunca deixaria isso acontecer! Eu queria nunca ter que ver aquela mulher, nunca!"

No passado, o Grupo Hanson estava prestes a ir à falência e, por causa disso, precisavam encontrar uma saída para a crise. Eles tiveram uma ideia: fazer a filha, Lauryn Hanson, subir na cama de Benson Wingrave. Claro que isso não seria suficiente, então contrataram a mídia para tirar fotos comprometedoras do casal e chantagear a família Wingrave. Ou eles entregavam o dinheiro, ou as fotos seriam divulgadas, manchando o nome da família.

A família Wingrave cuidou de todos aqueles fotógrafos, um por um, até que nenhum deles manteve aquelas fotos absurdas.

O problema era que, não muito tempo depois, o chefe da família Wingrave, o senhor Edward Wingrave, adoeceu e provavelmente não teria muito tempo de vida. Ele tinha apenas um desejo para ser realizado antes de partir: ver o neto, Benson, casado e com um filho. Infelizmente, por muitos anos, o jovem permaneceu solteiro.

Numa tarde, Diara estava passeando quando viu, pela janela do carro, o garotinho. Ela olhou para a mulher ao lado da criança e a reconheceu. Mesmo com as roupas simples e os cabelos em um simples rabo-de-cavalo, era inconfundível: aquela era Lauryn Hanson. Foi assim que ela soube que a mulher tinha engravidado e dado à luz um filho para a família Wingrave, mantendo-os no escuro.

Diara percebeu o quanto a sogra estava descontente e tentou acalmá-la.

"Mãe, não importa o que tenha acontecido, essa criança é carne e osso de Benson, ele pertence à família Wingrave."

"Como você pode ter tanta certeza?" retrucou a mulher mais velha. "Se aquela mulher conseguiu subir na cama do Benson, por que não faria o mesmo com outros homens?"

"Mãe, tenho absoluta certeza de que é do Benson. Ele é exatamente igual ao meu filho naquela idade. Eu vi com meus próprios olhos. Era como se eu estivesse olhando para um fantasma."

Valeria ficou em silêncio por um instante. Mas depois voltou a falar.

"Se ela manteve a criança, provavelmente é para nos extorquir. Ela é cheia de artimanhas. Não pode ser confiável!"

"Hmm, não acho. Se ela quisesse chantagear, extorquir dinheiro, teria feito isso anos atrás. A criança já tem o quê? Quatro anos, mãe... A mulher lutou sozinha até agora, e se eu não tivesse descoberto por acidente, nós nem saberíamos que Benson tem um filho."

A velha sacudiu a cabeça.

"Você é jovem demais para entender," Valeria olhou para a nora. "Você não entende completamente como essas vadias funcionam. Elas sabem esperar até o momento certo. Mas eu vou ficar de olhos abertos e, no primeiro passo errado que ela der, vou fazer aquela mulher arrumar as coisas e sair da nossa casa!"

Lauryn levou Attikus ao jardim de infância e estava pronta para lidar com os pais de Paul, já que eles também iriam até lá.

Ela levou o filho até a secretaria do jardim de infância e esperou por um tempo, até que um perfume forte pôde ser sentido.

Paul entrou, acompanhado dos pais. A mãe estava vestida de forma bem provocante, enquanto o pai tinha uma barriga grande, poucos fios de cabelo na cabeça e mantinha a cabeça no alto. Ambos eram arrogantes, até mesmo com o próprio filho.

No momento em que entraram, Paul apontou para Attikus.

"Mamãe, papai, foi ele! Ele me bateu!"

Attikus permaneceu em silêncio, atrás da mãe, Lauryn. Ele e a mãe tinham um acordo: se ele não iria pedir desculpas, ao menos deveria ficar calado e não piorar as coisas!

A mãe de Paul lançou um olhar de desprezo para os dois, mãe e filho.

"Eu sinto muito por meu filho ter batido em seu filho. Peço desculpas a vocês dois pelo comportamento dele." O tom de Lauryn era muito sincero, mas a mãe de Paul não parecia se importar.

"Como se pedir desculpas fosse suficiente! Meu marido ocupa uma posição alta na sociedade desta cidade. Não é suficiente se desculpar assim, tão casualmente, se o nosso filho foi agredido pelo seu!"

"Senhora, se ele estiver realmente machucado e precisar ir ao hospital para um exame, eu arcaria com todas as despesas médicas e pagaria uma compensação," Lauryn disse isso com muita calma, tentando manter o bom temperamento, mas a mãe de Paul não ajudava.

"Compensação? Como você pretende me dar qualquer compensação se a sua renda mensal é tão baixa que não cobre nem o valor de uma das roupas que eu uso? Que piada!"

Lauryn inspirou fundo. Ela precisava manter a compostura!

"O que a senhora quer, então?" Lauryn manteve a postura ereta, tentando preservar o mínimo de orgulho possível.

A outra mulher olhou para o filho e o olhar dela ficou mais suave.

"Querido, o que você quer?"

Embora tivessem sido chamados à secretaria por causa da briga, na verdade, Attikus não havia machucado Paul, mas o menino estava acostumado a descontar sua raiva sem receber punição, e era isso que doía: o ego dele.

O garoto, com malícia nos olhos, apontou novamente para Attikus.

"Mãe, eu quero que o Attikus se ajoelhe e peça desculpas pra mim!" Paul guardava esse ressentimento havia muito tempo, porque as meninas da turma gostavam de brincar com Attikus e diziam que ele era bonito, enquanto Paul nunca recebia esse tipo de elogio!

Attikus cerrou os punhos com força, os olhos vermelhos encarando Paul. Este o olhava de volta, provocando. Ele sabia que estava humilhando Attikus.

"Você ouviu. Faça seu filho se ajoelhar e pedir desculpas ao meu filho, e o assunto termina por aqui."

"Eu não vou me ajoelhar e pedir desculpas. Ele me xingou primeiro, então por que eu deveria me ajoelhar e pedir desculpas? Ele é quem deveria pedir desculpas pra mim!" Attikus não conseguiu evitar gritar. Ele queria manter a boca fechada, mas ser acusado tão injustamente, e ainda querer que ele se ajoelhasse?

"Aliás, senhorita Hanson, você trabalha na DW Department Store, certo? Seu chefe e meu marido se conhecem. Se o seu chefe souber que seu filho bateu no meu, eu garanto que hoje vai ser seu último dia como funcionária lá."

A mãe de Paul era extremamente autoritária e gostava de estar sempre por cima, então naturalmente procurou informações sobre Lauryn. O rosto da mãe de Attikus empalideceu e o coração do menino apertou, porque agora entendeu que, se não pedisse desculpas, sua mãe seria demitida.

"Eu vou me desculpar." Attikus finalmente disse.

"Então anda logo, ajoelha e pede desculpa!" Paul disse, sorrindo com orgulho.

Na porta da secretaria, um homem alto e muito atraente estava prestes a empurrar a porta para entrar quando, de repente, uma voz infantil e firme chegou aos seus ouvidos.

"Eu posso até pedir desculpas, mas não vou me ajoelhar. Minha mãe me disse que existe ouro debaixo dos joelhos de um homem! Eu não vou entregar minha honra pra você, Paul." O homem parou e seus olhos ficaram sombrios.

"Attikus," Lauryn rapidamente puxou o filho para trás dela. Ela endireitou as costas e encarou diretamente a mãe de Paul.

"Senhora, eu originalmente pretendia trazer meu filho para pedir desculpas, mas agora eu me arrependo. Vocês não são dignos!"

A mãe de Paul a olhou espantada, pois ninguém jamais ousara falar com ela daquela maneira - muito menos alguém que ela considerava tão inferior.

"O que você está dizendo, mulher? Que nós não merecemos...? Levy, você ouviu o que essa mulher está dizendo? Que nós não merecemos o pedido de desculpas? Ela é realmente ousada! Uma escória saída do esgoto, ousando se levantar contra nós!"

O pai de Paul, que permanecera calado até aquele momento, ficou claramente afetado pelas palavras de Lauryn. Tanto que seu rosto escureceu.

"Se ela não se ajoelhar e pedir desculpas, ela perde o trabalho e esse moleque será expulso daqui!"

Linda Reeves decidiu complementar as palavras do marido.

"E não só isso: no futuro, eles não conseguirão se estabelecer em Chicago. Eu juro, porque nossa família não vai aceitar ser tratada como se qualquer um pudesse nos desrespeitar assim!"

Attikus cerrou as mãos com força e olhou fixamente para frente. Naquele momento, parecia entender algo forte demais para sua idade: sua teimosia momentânea traria consequências enormes - e das piores. Não só ele seria prejudicado, mas sua querida mãe.

Ele mordeu os lábios, quase machucando a pele, e segurou a mão da mãe, balançando-a levemente.

"Mamãe, é melhor... nos ajoelharmos! Eles podem fazer o que quiserem, a culpa é toda minha."

Lauryn se agachou e acariciou a cabeça de Jarek.

"Querido, você não tem culpa, e é por isso que não vamos pedir desculpas. Não se preocupe, sua mãe consegue lidar com isso." Depois de dizer isso, ela se levantou e estava prestes a pegar a mão do menino para sair da sala, mas Levy não gostou nada, e nem Linda.

Esta, com o olhar cheio de arrogância de desafio, se colocou na frente de Lauryn. "

"Senhora Reeves, por favor, saia da frente." A voz de Lauryn era muito calma.

Linda levantou a mão.

"Você é muito atrevida e precisa se lembrar do seu lugar!"

A mão levantada começou a descer na direção do rosto de Lauryn, mas antes que pudesse chegar perto, ela sentiu uma fisgada no outro pulso.

"Ai! Isso dói, droga!" Linda agora esfregava a pele.

Quando Attikus viu que sua mãe apanharia, ele não pensou duas vezes, correu até Linda e mordeu-lhe o pulso. Agora, a mulher estava furiosa.

"Seu pequeno bastardo! Como ousa me morder? Eu não vou deixar isso passar!" Ela então levantou o pé rapidamente e chutou a criança. Attikus choramingou de dor, porque além de tudo, a mulher usava salto alto.

Nesse momento, uma voz fria e severa ecoou na porta.

"Ele é meu filho. Como ousa tocá-lo?!"

            
            

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