O Filho Perdido: de volta aos braços do CEO
img img O Filho Perdido: de volta aos braços do CEO img Capítulo 9 Não tenho interesse!
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Capítulo 10 Marido img
Capítulo 11 Ela é sua mulher! img
Capítulo 12 Uma ferramenta img
Capítulo 13 Eu apoio img
Capítulo 14 Dormindo juntos img
Capítulo 15 Errou a mão img
Capítulo 16 Você se acha demais! img
Capítulo 17 O corpo fala outra língua img
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Capítulo 9 Não tenho interesse!

"Papai, você pode me acompanhar até o jardim? Assim todas as crianças vão olhar para você e saber que eu também tenho um pai."

Attikus tirou Benson do transe e ele limpou a garganta, afastando-se de Lauryn. Os olhos dele escureceram com o significado daquelas palavras e ele saiu do carro, pegando o menino no colo.

"Ok, eu vou entrar com você."

Attikus sorriu e olhou para dentro do carro, onde a mãe ainda estava sentada.

"Mamãe, você devia vir com a gente. Uma família tem que ficar junta!"

Lauryn suspirou fundo e assentiu. Logo, ela estava caminhando ao lado de Benson.

Durante o trajeto até o interior do jardim de infância e até a sala de aula, para qualquer pessoa que cruzasse o caminho deles, Attikus dizia, orgulhoso: "Esse é meu papai!". Ele também apontava para Lauryn, dizendo: "E essa é minha mamãe. Hoje, mamãe e papai estão me trazendo!"

O ar de superioridade estampado em seu rosto era enorme e impossível de esconder. Lauryn não estava muito confortável, mas não conseguia deixar de ficar feliz ao ver o filho sorrir daquele jeito.

Depois que Attikus entrou na sala, Benson não foi embora imediatamente. Primeiro, procurou a professora e teve uma conversa detalhada com ela sobre como seu filho vinha sendo tratado no jardim de infância. A mulher, claro, ficou extremamente nervosa. Sempre soube que o menino não tinha pai e, de repente, um apareceu reivindicando a paternidade e fazendo exigências em nome da criança.

O pai era muito imponente, e era evidente que não era preciso trocar uma palavra com ele para perceber que não se tratava de um homem comum. Além disso, era muito bonito! Era o tipo de homem que deixava qualquer mulher corada só por estar ao alcance de seus olhos. Ela, que sempre foi muito articulada, gaguejou diante de Benson, e Lauryn não sabia nem o que pensar.

Claro, a aparência dele era boa - muito mais do que boa. O que mais ela poderia esperar senão ver a professora-chefe naquele estado?

O coração de Lauryn estava ficando cada vez mais mole sempre que ela pensava em Benson. Ele era bonito, não tão frio quanto antes e, mais importante, era um bom pai. Mesmo sendo um homem extremamente ocupado, estava encontrando tempo para lidar pacientemente com os assuntos de Attikus. Ele realmente se importava com o filho, o que deixava Lauryn muito mais aliviada.

Benson terminou a conversa com a professora e, sob o olhar derretido da mulher, foi embora. Ela simplesmente ignorou a existência de Lauryn. Esta apenas balançou a cabeça.

Lauryn não esperava que Benson dissesse qualquer coisa a ela, mas ao menos esperava que a professora-chefe fosse mais educada e dissesse um 'tchau' por cortesia antes de sair.

Mas por quê? Benson era alguém importante, e Lauryn, perto dele, não era nada. Tão irrelevante que as pessoas pareciam nem notar sua presença.

"Senhorita Hanson, então este é o pai do Attikus?" Miss Clarke perguntou, sorrindo. Lauryn ficou atônita por um instante. A professora direta de Attikus olhava para ela com admiração. Mais do que nunca.

Miss Clarke sempre achou que Lauryn fosse bonita e uma mulher muito gentil. Como a mãe de Attikus usava roupas tão simples, a aparência de Benson se tornava ainda mais surpreendente para ela. A senhorita Hanson tinha ao seu lado um homem tão elegante e atraente! Ele parecia nobre.

Mas então, a professora percebeu algo: o casal devia ser divorciado. Claro, aquilo explicava o motivo de o homem nunca ter aparecido ali antes. Era uma pena, porque, se não fosse por isso, Attikus nunca teria sido zombado por tanto tempo por não ter um pai ao seu lado.

Parecia que ele era indiferente a Lauryn, já que saiu sem lhe dirigir uma palavra. Mesmo assim, Miss Clarke estava um pouco invejosa. Não importava se estavam divorciados - Lauryn já havia ficado com um homem daqueles, um verdadeiro sonho!

"Sim, é ele. Com licença, preciso ir ou me atrasarei."

Lauryn saiu do prédio e, quando olhou para frente, seu ar se prendeu na garganta, porque o carro de Benson ainda estava estacionado. O que o homem ainda fazia ali? Isso deixou Lauryn confusa - e ainda mais quando a janela desceu, revelando o rosto irritado de Benson. Ele abriu os lábios e disse, com uma voz magnética:

"Entre no carro."

Lauryn não esperava aquilo e ficou paralisada por alguns instantes. Ele estava falando com ela?

"Senhorita Hanson, estou falando com você!"

"Ah... e-eu vou para o trabalho." Ela murmurou, confusa.

Os olhos de Benson pareciam ficar mais profundos.

"Entre no carro, eu a levarei até lá."

Lauryn franziu o cenho. Aquilo era estranho. Será que ele queria conversar sobre alguma coisa?

"Ah... Sr. Wingrave, o senhor tem algo em particular para me dizer?" Ela perguntou assim que entrou no carro. Benson não era gentil com ela - nunca havia sido - então por quê agora? Ele certamente tinha algo para dizer, caso contrário, por que lhe ofereceria uma carona até o trabalho?

Os olhos verdes de Benson estavam um pouco mais escuros. Sua expressão não mostrava qualquer emoção. Ele tinha aprendido bem enquanto crescia que era preciso mascarar o que sentia, pois isso poderia ser usado contra ele quando lidasse com as pessoas no mundo dos negócios e da alta sociedade.

Ele notou como ela parecia desconcertada e desviava o olhar. Ele entendeu o que ela realmente estava pensando! Que ele queria um tempo a sós com ela! Seria por causa do beijo? Foi ela quem colocou aquilo na cabeça do menino?

"Eu só estou sendo educado. Não criei histórias na sua cabeça!"

Por um instante, Lauryn não entendeu o que Benson estava dizendo, mas logo começou a pensar melhor. Desde que ela e Attikus chegaram, a criança vinha pedindo a Benson que a acompanhasse em várias coisas, como o banho, a aula e até pediu ao pai que a beijasse.

Lauryn olhou para Benson, atônita, e então a raiva começou a tomar conta de seu coração assim que o olhar dele, frio com um toque de desdém, deixava claro o que ele estava implicando. Que diabos?

Ela não conseguia acreditar que ele pensasse que ela estava tão desesperada por ele! Lauryn sabia que o melhor a fazer era ficar calada, pelo bem de Attikus. E ela tentou, desde que chegara ali. Ela suportou as piadinhas da avó de Benson, quando o menino não estava pertinho, sobre como Lauryn era uma mãe ruim, mas agora, isso? Ah, de jeito nenhum!

Seus olhos encontraram os de Benson.

"Sr. Wingrave, eu sei que o senhor é rico e bonito. Não vou negar isso, não sou cega nem estúpida. Mas o senhor acha que todas as mulheres do mundo o desejam? Que todas as mulheres estão esperando para se deitarem com o senhor? Deixe-me dizer uma coisa: não tenho nenhum interesse romântico pelo senhor. Se não fosse pelo meu filho, Attikus, eu jamais teria pisado em sua mansão, nem por todo o dinheiro do mundo! Não leve as coisas a sério, não se emocione, porque não tenho nenhum sentimento pelo senhor! Não tenho nenhum desejo de estar com o senhor!"

Os olhos de Benson assumiram uma frieza impressionante a cada palavra que ela dizia, e a expressão do rosto dele endureceu ainda mais.

"Não me quer, Lauryn Hanson?" Ele aproximou o rosto do dela. "Não tem interesse por mim?"

                         

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