O Filho Perdido: de volta aos braços do CEO
img img O Filho Perdido: de volta aos braços do CEO img Capítulo 3 Muito mais complicada
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Capítulo 10 Marido img
Capítulo 11 Ela é sua mulher! img
Capítulo 12 Uma ferramenta img
Capítulo 13 Eu apoio img
Capítulo 14 Dormindo juntos img
Capítulo 15 Errou a mão img
Capítulo 16 Você se acha demais! img
Capítulo 17 O corpo fala outra língua img
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Capítulo 3 Muito mais complicada

Quando ele entrou, sua aura e elegância fizeram toda a sala brilhar.

Lauryn olhou para o homem e todo o seu corpo pareceu congelar no lugar. Ela ficou ali, imóvel, como uma escultura.

Attikus também olhava para o homem, abobalhado. Ele não entendia o que aquele homem majestoso e bonito queria dizer com 'meu filho'. De quem ele estava falando, afinal?

O pé de Linda ficou suspenso no ar, como se ele a tivesse impedido de se mover apenas com seu olhar frio. Ele estava tão furioso que Linda sentiu como se uma lâmina estivesse apontada para seu pescoço, pronta para arrancar sua cabeça a qualquer momento. Ela estava mais do que chocada, porque, apesar de ser uma dama da alta sociedade e acostumada a circular entre pessoas ricas e influentes, era a primeira vez que via alguém tão poderoso.

Mas, ainda assim, ela não iria baixar a cabeça, pois sua natureza era extremamente opressiva. Seu coração estava tomado pelo medo, mas ela manteve o queixo erguido.

"Você cometeu um engano? Como esse bastardo aqui poderia ser seu filho? Ele é pobre e patético."

"Ele é um bastardo, sem pai. Ele não tem pai! É um bastardinho!" Paul gritou.

Os olhos verdes de Benson agora estavam gélidos, brilhando com uma luz fria que parecia tão afiada quanto uma adaga, capaz de cortar ferro.

No instante seguinte, Paul foi empurrado com força para o chão. Ele levou um chute! Não de Benson, nem de Attikus, nem de Lauryn. Não. Ele foi chutado pelo próprio pai.

Levy Reeves estava suando frio - ele reconheceu o homem à sua frente, ninguém menos que Benson Wingrave, o grande e poderoso Presidente do Grupo Wingrave. Ele era o chefe absoluto!

Benson não era apenas rico; ele ocupava uma posição extremamente alta na sociedade de Chicago e, perto dele, Levy não era digno nem de beijar o chão que ele pisava.

Foi a primeira vez que Paul levou um chute do próprio pai. Ele caiu sentado no chão, com a boca em formato de 'oh', antes de começar a chorar. Linda valorizava o filho mais do que qualquer coisa no mundo, por isso apontou para o marido.

"Levy, o que pensa que está fazendo? Este é o nosso precioso filho! Está defendendo um bastardo, agora?"

O som da mão de Levy colidindo com a bochecha de Linda ecoou pela sala. Foi um enorme erro ela ter falado com o marido naquele tom. Ela ficou atônita por alguns segundos e, quando recobrou os sentidos, Levy a encarava, furioso.

"O presidente do Grupo Wingrave, Benson Wingrave, está na sua frente, mulher!" Levy gritou e olhou para Paul. "Peça desculpas, ou nem pense em pisar em casa novamente!"

O menino, tremendo, obedeceu ao pai. Sob o olhar duro do marido, Linda também fez uma reverência e pediu desculpas a Attikus e a Lauryn.

Linda, que antes era tão autoritária, agora tinha um sorriso cauteloso nos lábios.

"Srta. Hanson, a culpa é minha, toda minha. Você pode me culpar se quiser, mas não culpe meu marido. Eu é que tive um comportamento horrível."

"Por favor, não leve isso adiante. Como você mesma disse, foi apenas um mal-entendido entre crianças. Minha esposa e eu somos ignorantes e acabamos nos deixando levar." Levy falou em um tom suave.

Lauryn virou o rosto. Ela sabia muito bem que os Reeves estavam pedindo desculpas apenas por causa do poderoso Benson Wingrave. Seu coração estava um caos, porque tudo o que aconteceu quase cinco anos antes voltou à sua mente.

Na época, o Grupo Hanson estava à beira da extinção e tanto sua cunhada quanto sua madrasta tinham uma única coisa em mente: o Grupo Wingrave. E por causa disso, armaram tudo para que Lauryn acabasse na cama de Benson. Ele foi uma vítima, como ela.

Ela se lembrava vividamente do momento em que a droga de Benson fez efeito, suas pupilas escuras brilhando com desejo. Ele se aproximou rápido, como uma fera.

"Você vem para a minha cama e daí? Acha que pode conseguir tudo o que quer assim?" Ele sussurrou em seu ouvido, naquela noite. Ao ouvir aquilo, ela abaixou a cabeça e não disse absolutamente nada.

Quando foi colocada na cama de Benson pela cunhada e pela madrasta, ela já havia previsto o final, porque a vida real não era como aqueles romances que ela gostava de ler. Nessas histórias, a protagonista ia para a cama do homem, ele se viciava no corpo dela, não conseguia deixá-la ir e, no final, a amava até a morte.

A vida era muito mais complicada. Especialmente quando se tratava de Benson Wingrave, que nunca aceitou ser manipulado antes - e definitivamente não deixaria isso começar naquele dia, só porque ela tinha sido forçada a subir na cama dele.

Depois daquela noite de mal-entendido, ela achou que nunca mais teria qualquer interação com Benson. Então, ela descobriu a gravidez, mas decidiu que se manteria afastada, sem permitir que os Hanson soubessem da situação dela, ou tentariam tirar vantagem. E, por quase cinco anos, ela conseguiu se manter longe dele. Mas o destino, mais uma vez, resolveu brincar com ela. Agora, lá estava ela, com as palmas das mãos suando, tentando adivinhar o motivo da chegada dele. Como ele chegou ali?

Ele simplesmente disse, de forma direta: 'meu filho'. Se ele sabia que Attikus era filho dele... ele o tiraria de Lauryn e aquilo fez o coração dela se contorcer de desespero.

Sem olhar para ele, Lauryn contou até três, segurou a mão do menino e passou correndo por Benson e pelos outros. Ela andava tão rápido que o pequeno mal conseguia acompanhar.

"Mamãe, anda mais devagar. Eu quase não consigo andar!" Mas Lauryn lançou um olhar por cima do ombro, vendo que não havia sinal de Benson - e isso a aliviou. "Mamãe, você chamou aquele tio bonito para atuar? Você chamou ele para nos ajudar?"

Aquilo a pegou de surpresa, pois ela não esperava que Attikus pensasse dessa forma. Mas afinal, ele tinha apenas quatro anos, e era muito mais fácil para ele imaginar algo assim do que encarar a verdade: seu pai tinha aparecido, do nada, depois de todos aqueles anos em que eles lutaram sozinhos. O segredo dela, de alguma forma, foi descoberto!

Como Lauryn não respondeu, Attikus tomou sua suposição como verdadeira.

"Mamãe, você viu? O Paul nunca mais vai me provocar agora que sabe que eu tenho um pai. Ele até pediu desculpas! Eles me zombavam porque eu não tinha papai, mas você encontrou alguém para fingir ser meu pai. Obrigado, mamãe!" Aquelas palavras, ditas com tanta alegria, só fizeram a garganta de Lauryn secar.

Ela queria muito poder dizer ao filho que o homem de antes não era um ator, que o que ele disse não foi atuação - que ele era, de fato, o pai de Attikus. O menino tinha esperanças de ter um pai, e aquilo era de cortar o coração.

A sensação de segurança de Lauryn ao ver o prédio em que moravam se dissolveu, porque havia um Bentley preto estacionado ali perto. Era quase impossível não notar o carro, já que era extremamente incomum encontrar um veículo tão luxuoso naquele bairro.

            
            

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