O Filho Perdido: de volta aos braços do CEO
img img O Filho Perdido: de volta aos braços do CEO img Capítulo 6 Igual na TV
6
Capítulo 10 Marido img
Capítulo 11 Ela é sua mulher! img
Capítulo 12 Uma ferramenta img
Capítulo 13 Eu apoio img
Capítulo 14 Dormindo juntos img
Capítulo 15 Errou a mão img
Capítulo 16 Você se acha demais! img
Capítulo 17 O corpo fala outra língua img
img
  /  1
img

Capítulo 6 Igual na TV

Benson balançou a cabeça para afastar esses pensamentos. Nada de bom sairia de imaginar um passado que não poderia ser reparado. E nem de um futuro que poderia ter acontecido.

Lauryn chegou ao quarto e viu que, mesmo quando disseram que o quarto estava preparado para ela, não estava. O quarto era de Attikus - ela ficaria ali por causa dele, dividindo a cama com o filho. Ainda assim, o quarto era enorme, e Lauryn não pôde deixar de ficar espantada: ela tinha certeza de que o pequeno apartamento onde vivia com Attikus caberia inteiro ali dentro.

O lugar estava cheio de brinquedos e a cama tinha formato de carro. Lauryn sorriu, sabendo que o filho ficaria encantado. Então, uma exclamação ecoou atrás dela e, como esperado, os olhos de Attikus brilhavam ao ver tudo aquilo.

"Mamãe, eu conheci a vovó e a bisavó agora há pouco e elas disseram que este é o meu quarto. Acho que estou sonhando!" O tom dele era animado, mas incerto. "Mamãe, é verdade? Esse quarto lindo é meu?"

Attikus mal podia acreditar - de repente, ele tinha um pai, uma avó, uma bisavó e agora um quarto incrível, como os que via na TV. Não, melhor que aqueles - o dele era muito maior!

Lauryn viu a expressão do filho e seus olhos ficaram marejados. Ela podia ver o quanto ele tinha sido injustiçado durante todos aqueles anos difíceis ao lado dela. Até a comida era ruim, porque ela não podia pagar por algo melhor. Ao ver tudo isso, como ele não ficaria pulando de felicidade? E ela notou que ele havia trocado de roupa.

"Querido, não é um sonho, tudo isso é seu!" Ela se agachou para olhar nos olhos dele enquanto falava.

Mas então, Attikus disse algo que só poderia deixá-la triste.

"Olha, mamãe, essas são as roupas novas que a vovó trouxe pra mim. Elas ficam bonitas? Eu nunca usei roupas tão lindas. Vou mostrar para as crianças da escola amanhã. Elas sempre disseram que eu vestia roupas feias.."

Claro, crianças falam sem pensar. Mas para adultos, algumas palavras podem machucar - e muito.

"Ficou lindo, meu amor. Você é muito bonito!" Ela disse, e o sorriso de Attikus se abriu ainda mais. Ele se enfiou nos braços dela.

"Mamãe, você é mais bonita. Se eu sou bonito, é porque só uma mamãe tão linda quanto você poderia ter me dado à luz!"

Essas palavras deveriam deixá-la radiante... mas, em vez disso, deixaram um gosto amargo, porque lembraram que, mesmo tendo dado à luz a ele, ela não seria mais sua. Ela então o abraçou com ainda mais força, aproveitando o cheiro que ela tanto amava. Então, perguntou:

"Querido, se um dia a mamãe não puder estar com você... você vai sentir falta dela?"

Attikus ficou paralisado. Abriu bem os olhos e se afastou de Lauryn, para poder encará-la.

"Mamãe, do que está falando? Por que não vai ficar comigo? Você vai ficar comigo sempre, né?"

Lauryn umedeceu os lábios.

"Meu amor, eu quis dizer... se um dia eu não estiver aqui, você promete me guardar no seu coração?"

Attikus ficou tão assustado que quase chorou. Sua voz falhou.

"Mamãe, você não pode falar essas coisas. Como você não vai estar aqui? Você sempre vai estar. Você disse que ia me ver crescer e casar, ter filhos e tudo!"

A garganta de Lauryn apertou e ela o abraçou ainda mais forte.

"Attikus, querido, a mamãe vai te ver crescer, ter esposa, filhos..."

Ela acreditava que, mesmo morando com os Wingrave, não significava que não poderia mais ver o filho. Ela teria visitas - então sim, ela o veria crescer.

As palavras acalmaram um pouco a criança. Lauryn resolveu que seria olharem os brinquedos e, assim, ele passou o resto do dia brincando.

Mais tarde, já de noite, Attikus foi para o banho. Ele era pequeno e seu banho sempre demorava. Lauryn sempre o ajudava - e dessa vez não foi diferente. A única diferença era o banheiro.

O pequeno banheiro onde viviam agora era um banheiro enorme e luxuoso, o que deixou Attikus todo animado com a nova experiência.

"Olha, mamãe! Eu posso tomar banho de espuma, numa banheira, igual na TV!"

"Claro, querido." Ela respondeu, tentando soar feliz e não amarga. Ela não sabia que isso era algo que Attikus já notava na TV e sonhava em ter.

'É claro', ela pensou, 'Attikus é tão sensível... sabia que não tínhamos dinheiro. Por isso nunca falou sobre isso'.

Agora, na família Wingrave, ele nunca mais desejaria algo que não pudesse ter - como acontecia quando vivia com ela.

"Mamãe, eu quero tomar banho de espuma com o papai. Você pode me ajudar e chamar o papai? Eu quero muito tomar banho com ele!" Ele tinha visto isso em um desenho e achou o máximo! Brincar de espuma com a família!

"Ah..." Ela hesitou em chamar Benson, mas queria atender os desejos do filho, já que não ficaria com ele por muito tempo. "Eu vou chamar."

A Mansão Wingrave era tão grande quanto um palácio, e Lauryn estava completamente perdida. Ela nem sequer sabia onde Benson estava naquele momento. Enquanto caminhava pelo corredor, avistou o mordomo e soltou um suspiro de alívio. Ela andou até ele e perguntou sobre o patrão.

"Ele está no escritório, senhorita. Por aqui, por favor." O funcionário respondeu e seguiu à frente, deixando Lauryn diante da porta.

Ela respirou fundo antes de bater.

"Entre!" A voz masculina, baixa, ecoou do outro lado, e Lauryn empurrou a porta com cuidado.

Benson estava com a cabeça abaixada, cercado por documentos espalhados pela mesa, enquanto permanecia sentado atrás dela, profundamente concentrado. Dificilmente ele conseguia sair da empresa e relaxar. Parecia que o trabalho sempre se multiplicava.

Lauryn entrou, mas ele não ergueu as pálpebras para olhar para ela, continuando a trabalhar no que quer que estivesse analisando. Ela sentiu-se invadindo o território dele, sentiu-se incomodando. Mas, era por Attikus, por isso, limpou a garganta antes de falar.

"Sr. Wingrave, desculpe incomodá-lo, mas posso lhe pedir uma coisa?" Só então Benson levantou os olhos, e o olhar profundo dele caiu diretamente sobre o rosto dela. "Ah... o A-Attikus quer tomar banho com o senhor. Eu sei que talvez seja muito diferente, mas... o senhor poderia fazer isso, por favor?"

Ela falou muito rápido, tomada pela vergonha, esforçando-se para controlar o nervosismo. As bochechas estavam coradas.

'Coradas como quando nós...', Benson se levantou, ajeitando as roupas de maneira altiva, e começou a andar em direção a ela.

            
            

COPYRIGHT(©) 2022