Sua voz era muito clara e fria, porém penetrante, fazendo a respiração de Lauryn ficar curta. Ela havia entrado naquela mansão com medo de deixar o filho ali, mas depois do que Benson disse, pôde ficar tranquila: Attikus estaria bem, porque Benson seria um ótimo pai para ele. Apesar de sua posição elevada e da aparência fria, ele prestava atenção aos sentimentos da criança. Isso fez com que ela se sentisse repentinamente mais relaxada.
Se Attikus ficasse ao lado de Benson, nunca mais seria injustiçado.
Incapaz de falar, ela apenas assentiu, virou as costas, e saiu rapidamente. Ela quase se perdeu de novo, mas conseguiu chegar ao quarto do filho e, só quando a porta se fechou, respirou novamente.
"Mãmãe?"
Ela inspirou fundo e colocou um sorriso no rosto.
"Seu pai já vem, querido."
Mal ela tinha acabado de falar, o homem entrou no cômodo e as orelhas dela ficaram vermelhas. Ela se sentiu inexplicavelmente constrangida com a presença dele. Então, tossiu.
"Ah... querido, termina de se lavar agora. A mamãe vai esperar lá fora."
"Mamãe, não vai!" A criança esticou a mão molhada para fora da banheira e agarrou o braço dela. "Fica aqui!"
Lauryn sentiu como se fosse desmaiar. Antes, quando Attikus estava sozinho, ela não se importava em ficar ali no banheiro, mas agora Benson estava lá - e para tomar banho também! Não havia como ela permanecer naquele ambiente!
Ela já ia sair quando o filho segurou sua mão novamente, e ela estava prestes a explicar que não era adequado que ela ficasse ali, mas a voz de Benson a interrompeu:
"A criança quer que você fique, então você vai ficar."
Ela estava de olhos fechados antes, e agora, estavam bem abertos. O que Benson queria dizer? Attikus era uma criança e era natural que não entendesse certas coisas, mas Benson? Ela ainda tentava responder às próprias perguntas quando ouviu o farfalhar do pano e olhou para o lado: Benson estava se despindo. Ela viu o relance de algo escuro da cintura para baixo, o que devia ser ou um calção ou uma sunga.
Lauryn estava com tanta vergonha de estar ali! Virou a cabeça imediatamente e só conseguiu ouvir Attikus falando.
"Nossa, papai! Você tem um abdômen incrível!", seguido de: "Nossa! Papai, por que suas pernas são tão compridas?" E assim por diante.
Depois de mais um desses elogios, Attikus finalmente se dirigiu à mãe.
"Mamãe, você pode lavar minhas costas, por favor?" Era o que ela normalmente fazia quando ele tomava banho, mas isso significava que ela teria que se virar para eles e... Ela não sabia o que fazer, mas Benson, mais uma vez, falou.
"Vire-se", ordenou ele. "Estou decente."
Lauryn prendeu a respiração e lembrou-se de algo: a banheira era enorme e cheia de espuma, o que significava que o corpo de Benson estaria invisível para ela.
Ainda estava envergonhada, mas não queria que Benson percebesse; mesmo hesitante, virou-se. No momento em que abriu os olhos, ficou estupefata.
Havia duas pessoas na banheira, uma pequena e uma grande. Como Attikus estava lá e a maior parte da espuma estava do lado dele, embora Lauryn não pudesse ver nada que não devesse, o torso de Benson estava praticamente exposto. O homem era extremamente sexy.
'Desgraçado! Disse que estava decente!'
Naquela noite, quando foi para a cama dele, ela também estava drogada e, como estava com a cabeça girando, suas memórias estavam um pouco confusas, dificultando lembrar como Benson era naquela época.
Agora, olhando para o homem, mesmo à distância, ela não pôde deixar de suspirar. Isso era injusto! Deus lhe deu uma família de excelente origem, uma vida de sucesso e, além disso, um rosto e um corpo perfeitos? 'Deus tem seus preferidos! Mas o importante é que ele vai ser um bom pai!'
Benson era uma visão incrível: seu rosto era bem esculpido, suas sobrancelhas eram cheias, mas com um design perfeito para o seu rosto, seus olhos eram verdes e profundos, seus lábios ligeiramente carnudos para um homem. Benson era o tipo de pessoa que, quanto mais você olha, melhor fica.
Ela estava perdida em pensamentos sobre o quão perfeito e bonito ele era, até que sua voz a trouxe de volta à realidade.
"Já viu o suficiente?" Sua voz não era fria, mas bastante calma. Ela saiu do devaneio com as orelhas bem vermelhas e virou o rosto. O homem tossiu.
"Mamãe, por que você está olhando para o papai desse jeito? Você também inveja o abdômen e as pernas compridas dele, tanto quanto eu?" A voz de Attikus soou e Lauryn se lembrou de como as palavras das crianças podem ser descontroladas.
Até Benson pareceu ser afetado pelas palavras da criança, então, novamente, ele tossiu.
"Meu bem, não diga essas coisas. Agora, deixe-me esfregar suas costas", disse Lauryn nervosamente.
Attikus, por sorte, não disse mais nada e tomou a iniciativa de entregar a esponja de banho à mãe e se virar, ficando mais perto dela.
Ela esfregou as costas dele delicadamente, reunindo toda a sua força de vontade para não se incomodar com o homem de presença tão marcante dividindo a banheira com seu filho.
Attikus gostava muito quando sua mãe massageava suas costas, e isso transparecia em seu rosto, repleto de alegria. O toque dela era suave, quase como um embalo.
Os olhos de Benson estavam fixos na mão de Lauryn. Ele notou a destreza dela ao lavar as costas da criança, o que o fez pensar que ela provavelmente fazia isso com frequência. Ela realmente parecia se importar com a criança e... os olhos dele se voltaram para as mãos dela: tão bonitas. Dedos finos, a ponta rosa claro, enchendo-o de vontade de se inclinar um pouco mais, segurar-lhe o pulso e beijar-lhe os dedos, sugá-los, mordê-los. E ver os olhos dela cheios de...
'O que diabos?', ele se perguntou e desviou o olhar.
Assim que as costas de Attikus foram lavadas, a criança abriu os olhos, tão parecidos com os do pai, e disse:
"Mamãe, agora que você terminou de lavar minhas costas, pode fazer o mesmo com o papai. Ele não deve ter ninguém para fazer isso por ele, tadinho. Ajuda ele!" O menino falou e sorriu para Benson. "Mamãe sabe limpar as costas muito bem!"