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A Esposa Que Ele Descartou, Reconstruída
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Capítulo 5

Ponto de Vista de Amanda:

Uma dor lancinante atravessou meu peito, meu coração uma bagunça crua e sangrenta. Mordi com força o lábio inferior, sentindo o gosto de sangue, forçando-me a não gritar. Não na frente dela. Nunca na frente dela.

Meus olhos, no entanto, se abriram de repente, fixando-se nos dela. "Você acha que venceu, Carla?", murmurei, minha voz mal um sussurro, mas infundida com uma certeza arrepiante. "Você acha que pode me apagar? Você sempre foi desesperada por migalhas, tentando roubar minha vida. Mas você nunca será eu. E ele nunca vai te amar de verdade."

Carla congelou, seu sorriso triunfante vacilando. Uma sombra, escura e feia, cruzou seu rosto. Eu vi - o ciúme cru e purulento que ela nutria desde a infância. Ela sempre foi a segunda melhor, sempre na minha sombra, sempre desejando o que era meu. Minhas notas, meus amigos, meu marido, meu filho. Ela finalmente teve sua chance, e a agarrou com as duas mãos.

"Você vai se arrepender disso, Amanda", ela sibilou, sua voz venenosa. "Você não tem ideia do que sou capaz." Ela girou nos calcanhares, seu vestido caro farfalhando, e saiu furiosa, deixando para trás um cheiro persistente de lírios e malícia.

A porta se fechou com um clique, mergulhando o quarto de volta em um silêncio sufocante, quebrado apenas pela minha respiração ofegante. A dor no meu peito se intensificou com a chegada da noite, irradiando através das minhas costelas machucadas e ossos fraturados. Cada terminação nervosa gritava em protesto.

Estendi a mão para o botão de chamada, meus dedos tremendo, pressionando-o repetidamente. Nada. Silêncio. As enfermeiras devem ter sido instruídas a me ignorar.

Cerrei o maxilar. Sobrevivência. Sempre sobrevivência. Joguei minhas pernas para o lado da cama, um suspiro escapando dos meus lábios enquanto uma dor lancinante atravessava meu corpo. Lutei contra ela, rastejando, arrastando-me em direção à porta. Meu destino: o posto de enfermagem. Eu precisava de algo, qualquer coisa, para a dor.

Ao me aproximar do posto, ouvi vozes sussurradas.

"Você tirou a bomba de dor da paciente?", uma enfermeira júnior sussurrou.

"Ordens do próprio Sr. Sharpe", respondeu uma voz mais experiente, baixa e conspiratória. "Ele disse que ela estava 'fingindo' para chamar a atenção. Disse que ela precisa 'aprender a lição'. E ele pediu especificamente que não dessem mais analgésicos para ela até que ele dissesse."

Meu mundo inclinou novamente. Não um descuido. Não negligência. Um ato deliberado. De Bruno. Ele queria que eu sofresse. Ele me queria quebrada. Por Carla.

Encarei as enfermeiras, depois, lenta e silenciosamente, me virei. Não havia mais dor no meu coração. Nenhuma desilusão amorosa. Tinha sumido. Substituída por um vazio vasto e ecoante. A cauterização emocional estava completa. Minha alma, ainda amarrada a um corpo quebrado, morreu bem ali.

A noite se estendeu infinitamente, um panorama de tormento. Sem analgésicos, cada respiração era uma agonia, cada mudança de posição uma nova onda de tortura. Meu corpo, já devastado por quatro anos de cativeiro, balançava à beira do abismo. Pela manhã, uma enfermeira, finalmente me verificando, me encontrou sem resposta, minha pele úmida, minha respiração superficial.

Fui levada às pressas de volta para a emergência, o borrão familiar de jalecos brancos e luzes piscantes um cruel déjà vu. Desta vez, Bruno foi chamado, e ele relutantemente autorizou os analgésicos. Ele não podia arcar com um escândalo, não com seu noivado se aproximando.

Adormeci em um sono induzido por drogas, um alívio momentâneo do tormento físico implacável. Quando acordei, ele estava lá. Bruno. De pé ao lado da minha cama, braços cruzados, seu rosto uma máscara de aborrecimento.

"Você está horrível", ele comentou, sua voz desprovida de simpatia. "Você sabe o problema que está causando? Isso é um constrangimento. Carla está arrasada." Ele fez uma pausa, depois acrescentou: "Você precisa se recompor. Isso não é bom para a minha imagem."

Uma risada amarga e sem humor borbulhou na minha garganta. "Minha imagem, Bruno?", murmurei, minha voz mal audível. "Ou o fato de que você cortou meus analgésicos? Você realmente achou que eu não descobriria?"

Seus olhos piscaram, um tremor momentâneo de culpa. "Foi... um mal-entendido", ele murmurou, desviando o olhar. "As enfermeiras provavelmente pensaram... que você não precisava." Uma mentira pobre, e ele sabia disso.

Fechei os olhos, um fantasma de sorriso tocando meus lábios. Lembrei-me de outra vez, anos atrás, quando torci o tornozelo durante uma caminhada. Bruno me carregou por quilômetros, recusando-se a me deixar colocar peso nele, seu rosto gravado com preocupação. Ele ficou ao meu lado por semanas, garantindo que eu estivesse confortável, trazendo-me flores, sussurrando palavras de consolo. Ele cancelou reuniões importantes, voou através de continentes apenas para me surpreender. "Nada é mais importante que você, Amanda", ele dissera, seus olhos cheios de adoração. "Você é o meu mundo."

Todos sabiam que Bruno Sharpe era obcecado por sua esposa, Amanda. Sua devoção era lendária. Ele uma vez socou um repórter por insinuar que eu era algo menos que perfeita. Ele me chamava de sua "Rainha".

Agora, essa devoção feroz se fora, substituída por essa indiferença arrepiante, essa crueldade casual. Seu mundo tinha uma nova rainha. E eu era apenas um incômodo, um problema bagunçado a ser varrido para debaixo do tapete.

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