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A Esposa Que Ele Descartou, Reconstruída
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Capítulo 7

Ponto de Vista de Amanda:

Bruno e Carla chegaram, seus rostos tensos com uma fúria mal contida. Estavam vestidos com trajes de gala, claramente arrancados de algum evento glamoroso. Minha mensagem tinha atingido um nervo. Bom.

"O que você quer, Amanda?", Bruno exigiu, sua voz baixa e perigosa, seus olhos queimando de ressentimento. "Você já não fez o suficiente?"

"Ah, eu estou apenas começando", respondi, minha voz um monótono calmo e arrepiante. As palavras pareciam estranhas na minha língua, mas também pareciam certas. Não havia emoção por trás delas, apenas uma intenção fria e calculada. "Eu quero o divórcio. E metade de tudo. Ou, eu volto para casa. Como sua esposa."

O maxilar de Bruno se contraiu. Ele riu, um som curto e amargo. "Minha esposa? Você quer ser minha esposa? A mulher que fugiu com outro homem, deixando sua família para trás? Você tem muita coragem!"

Meu sangue gelou. "Fugiu? Do que você está falando?"

Ele sorriu, um brilho cruel e triunfante em seus olhos. Ele tirou uma pilha grossa de fotografias brilhantes de seu paletó e as jogou na minha cama de hospital. Elas se espalharam, revelando imagens minhas. Eu, em uma série de poses íntimas com Caim. Eu, rindo com ele, segurando sua mão, até mesmo o beijando. As roupas eram minhas, os cenários eram familiares dos meus dias de disfarce, mas as emoções no meu rosto eram uma mentira. Uma fabricação.

Meus dedos tremeram enquanto eu pegava uma, minha mente girando. Isso não era real. Eram fotos manipuladas. Ou, pior, forjadas. Caim era um mestre da guerra psicológica. Ele sabia como quebrar uma pessoa. Ele sabia como fazê-las acreditar em coisas que não eram verdade.

"Carla me contou", Bruno continuou, sua voz pingando acusação. "Ela disse que você sempre teve um lado selvagem, que provavelmente estava tendo um caso. Mas eu não acreditei nela. Não no começo." Ele se aproximou, seus olhos cravados nos meus, cheios de um ódio que me gelou até os ossos. "Então eu encontrei estas. Eu tirei estas, Amanda. Eu te segui por semanas, tentando entender. Tentando descobrir o que estava acontecendo. E foi isso que eu encontrei. Minha esposa, nos braços de outro homem."

Minha cabeça parecia que ia explodir. Ele tirou estas? Ele estava lá? Ele estava perto o suficiente para ver? E ele apenas... assistiu? Ele não tentou me salvar? Ele não tentou entender? Ele simplesmente confirmou seus piores medos, alimentados pelos sussurros insidiosos de Carla. Ele não investigou, não buscou a verdade. Ele simplesmente acreditou no pior. A percepção arrepiante se instalou em mim: Bruno não tinha sido uma vítima das circunstâncias; ele tinha sido um participante voluntário na minha queda, cego por seu próprio orgulho e pelo veneno de Carla. E as fotos... elas confirmavam meu pior medo sobre a conexão de Carla com Caim.

Meus olhos caíram. "Eu não estava... eu não estava disposta", sussurrei, as palavras com gosto de cinzas. "Não era o que parecia."

Ele zombou, um som áspero e desdenhoso. "Eu não me importo com o que 'parecia', Amanda. Ou qual é a 'verdade'. Não importa mais. Eu encontrei alguém que realmente merece meu amor, alguém que não me abandonou e ao nosso filho por uma emoção barata." Seu olhar era frio como granito. "Então, vamos jogar o seu jogo. Você finge que está morta. Eu sigo em frente. Temos uma lousa limpa. Era isso que você queria, não era?"

Meu rosto ficou dormente. Ele queria que eu continuasse morta. Para ele. Para sua nova vida. E então Enzo, meu filho, deu um passo à frente, seu rostinho endurecido, quase uma versão em miniatura do desdém de Bruno.

"Eu deixo você me visitar às vezes", disse ele, sua voz hesitante, mas firme, "se você for boazinha. Mas a Carla é minha mãe agora. Você não pode tirar o papai dela." Sua mãozinha, que costumava se encaixar tão perfeitamente na minha, agora repousava firmemente na de Carla.

Meu coração, ou o que restava dele, se contorceu. Meu filho. Meu lindo menino. Ele estava perdido para mim.

"Não", eu disse, minha voz ganhando força, cada palavra um golpe de martelo contra a fachada cuidadosamente construída deles. "Eu não vou a lugar nenhum. Você pode se divorciar de mim e me dar o que é legalmente meu, ou eu fico. A escolha é sua, Bruno. Eu tenho todas as cartas agora. Ou você quer que o mundo saiba a verdade? Sobre as fotos. Sobre a Carla. Sobre tudo."

A respiração de Bruno ficou presa, seus olhos ardendo de fúria. Ele me encarou, o peito arfando, o rosto contorcido de raiva.

Encontrei seu olhar, minha expressão em branco, desprovida de qualquer medo. Eu não tinha mais nada a temer.

Ele soltou um rosnado frustrado. "Tudo bem", ele disse entredentes, a palavra pingando veneno. "Você quer jogar este jogo? Você quer voltar? Então volte. Mas não espere nada de mim. Você vai se arrepender disso, Amanda." Ele se virou, seu braço envolvendo a cintura de Carla. Seu rosto se suavizou ao olhar para ela, uma expressão doentiamente terna. "Vamos, querida. Essa... situação desagradável acabou."

Enzo, ainda segurando a mão de Carla, os seguiu. Ele não olhou para trás. Carla, no entanto, parou na porta. Seus olhos, cheios de uma malícia fria e calculista, percorreram-me uma última vez. Uma promessa silenciosa de guerra.

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