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O Contrato do Bilionário: Grávida do Meu Inimigo
img img O Contrato do Bilionário: Grávida do Meu Inimigo img Capítulo 5 Segredos na Penumbra
5 Capítulo
Capítulo 10 O Limiar do Desejo img
Capítulo 11 Ressaca de Sentimentos img
Capítulo 12 O Gosto Do Destino img
Capítulo 13 O Peso da Incerteza img
Capítulo 14 O Cerco se Fecha img
Capítulo 15 Promessas na Madrugada img
Capítulo 16 O Brilho da Mentir img
Capítulo 17 O Veneno na Taça img
Capítulo 18 O Sim Sob Pressão img
Capítulo 19 Máscaras Caídas img
Capítulo 20 Sombras na Lua de Mel img
Capítulo 21 O Outono em Paris img
Capítulo 22 O Rastro da Traição img
Capítulo 23 O Eco do Passado img
Capítulo 24 O Elo Mais Fraco img
Capítulo 25 Entre o Medo e o Fogo img
Capítulo 26 O Peso da Proteção img
Capítulo 27 A Calmaria Antes da Tempestade img
Capítulo 28 A Hora da Verdade img
Capítulo 29 O Reverso da Medalha img
Capítulo 30 O Cerco de Vidro img
Capítulo 31 O Contra-ataque img
Capítulo 32 A Fragilidade do Vidro img
Capítulo 33 Entre a Vida e o Chumbo img
Capítulo 34 O Confronto Final na Fortaleza de Vidro img
Capítulo 35 O Renascimento das Cinzas img
Capítulo 36 O Peso do Legado img
Capítulo 37 O Último Segredo de Família img
Capítulo 38 Sombras do Passado img
Capítulo 39 O Cerco de Aço e Vidro img
Capítulo 40 O Clarão sobre o Abismo img
Capítulo 41 O Primeiro Dia do Resto de Nossas Vidas img
Capítulo 42 O Batismo de Fogo e Ouro img
Capítulo 43 O Som do Silêncio e do Poder img
Capítulo 44 O Labirinto das Recordações img
Capítulo 45 O Rasto de Gelo e Prata img
Capítulo 46 O Brilho da Mentira img
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Capítulo 5 Segredos na Penumbra

​O silêncio da mansão Volkov após o almoço com o conselho era quase ensurdecedor. Alexandre havia se trancado em seu escritório assim que cruzamos a porta de entrada, sem me dirigir uma única palavra, como se eu tivesse deixado de existir no momento em que os olhos dos seus sócios não estavam mais sobre nós. Eu, por outro lado, ainda sentia o fantasma da mão dele segurando a minha. Era uma sensação irritante que eu não conseguia afastar, por mais que lavasse as mãos com o sabonete caro de lavanda do meu banheiro.

​Decidi que não ficaria trancada naquele quarto de museu. Desci as escadas e comecei a explorar os corredores que ainda não conhecia. A casa era uma sucessão de obras de arte modernas e móveis de design que pareciam nunca ter sido usados. Tudo era impecável, mas sem alma. No final de um corredor no segundo andar, notei uma porta entreaberta, diferente das outras. Não era de madeira escura e pesada, mas sim uma porta simples, quase escondida atrás de uma tapeçaria.

​A curiosidade, ou talvez o tédio de ser uma prisioneira de luxo, me impulsionou. Empurrei a porta e, para minha surpresa, não encontrei mármore ou vidro. Era um pequeno jardim de inverno, um pouco negligenciado, mas cheio de plantas que eu reconheci imediatamente: azaleias, lírios e até algumas mudas de jasmim que lutavam para sobreviver com a pouca luz que filtrava pelo teto de vidro sujo.

​- O que você está fazendo aqui? - A voz de Alexandre soou como um trovão às minhas costas.

​Dei um pulo, o coração batendo na garganta. Ele estava parado no umbral da porta, a expressão mais sombria do que eu já tinha visto. Seus olhos não estavam frios como o aço, eles estavam carregados de uma dor latente que ele tentava esconder com raiva.

​- Eu estava apenas caminhando e... - comecei, mas ele me cortou, aproximando-se com passos rápidos e decididos.

​- Eu dei ordens claras sobre onde você pode ir nesta casa, Helena. Este lugar está fora dos limites - ele sibilou, pegando meu braço, mas desta vez não havia o toque possessivo de antes, apenas uma urgência desesperada de me tirar dali.

​- Por que? São apenas plantas, Alexandre! - rebati, soltando-me do seu aperto. - Elas estão morrendo porque ninguém cuida delas. Eu sou uma florista, eu sei como salvá-las. Por que você tem tanta raiva de um pouco de vida nesta casa de gelo?

​Ele parou, a respiração pesada. Por um segundo, a máscara de bilionário implacável caiu, e eu vi um homem atormentado.

​- Esse jardim pertencia à minha mãe - ele disse, a voz quase um sussurro, carregada de uma amargura antiga. - É a única coisa que sobrou dela que meu pai não conseguiu destruir antes de morrer. Mas eu não consigo entrar aqui. O cheiro... o cheiro me lembra de coisas que eu passei anos tentando esquecer.

​Fiquei em silêncio, chocada com a revelação. Alexandre Volkov tinha sentimentos, afinal. E aqueles sentimentos eram tão dolorosos que ele preferia deixar o legado da própria mãe morrer a ter que encará-los.

​- Deixe-me cuidar delas - pedi, com a voz mais suave. - Eu não vou mudar nada, apenas dar água e luz. Elas não têm culpa do seu passado, Alexandre.

​Ele me encarou por um longo tempo, a luta interna visível em seu rosto. Por um momento, a distância entre nós pareceu diminuir, e não éramos apenas dois inimigos em um contrato, mas duas pessoas quebradas tentando encontrar um terreno comum.

​- Faça o que quiser - ele disse finalmente, dando as costas para mim. - Mas se eu encontrar você aqui de novo enquanto eu estiver em casa, o acordo acaba. Considere isso seu único aviso.

​Ele saiu, deixando-me sozinha entre as plantas moribundas. Eu sabia que tinha acabado de encontrar a primeira rachadura na armadura de Alexandre. E, enquanto eu tocava as folhas secas de uma azaleia, percebi que salvar aquele jardim poderia ser o caminho para entender o homem que eu deveria odiar, mas que estava começando a me intrigar de uma forma perigosa.

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