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Uma Noite Com Meu Chefe Bilionário
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Capítulo 2 2

Hali encarou Finley, o aperto em sua bolsa aumentando até que os nós dos dedos ficaram brancos. O sol da manhã refletia na pintura preta polida do Maybach, ardendo em seus olhos cansados.

- Eu posso pegar o metrô - disse ela, embora sua voz não tivesse convicção.

Finley não parou de sorrir.

- O porteiro está observando, Srta. Recife. E acredito que os paparazzi costumam acampar no café da esquina a esta hora da manhã esperando um vislumbre do Sr. Poda. Seria melhor entrar.

Hali olhou para trás, para a entrada do prédio. O porteiro estava de fato observando, as sobrancelhas levemente erguidas ao ver a assistente júnior vestida de Chanel parada ao lado do carro do CEO.

Ela cerrou os dentes e abriu a porta traseira, deslizando para o banco de couro. O interior cheirava levemente ao mesmo aroma de sândalo que impregnava sua pele. Era sufocante.

Finley saiu do meio-fio sem esforço, entrando no trânsito caótico de Manhattan. A divisória entre a frente e a parte de trás estava abaixada. Hali olhou pela janela, observando o borrão de táxis amarelos e pedestres.

- Para onde? - perguntou Finley, encontrando os olhos dela no espelho retrovisor.

- Brooklyn - disse ela, dando seu endereço. Parecia errado dizer o nome da rua naquele carro. Era como misturar óleo e água.

Finley assentiu. - Brooklyn. Uma longa viagem.

O silêncio que se seguiu foi pesado. Hali começou a puxar um fio solto no banco - espere, não havia fios soltos em um Maybach. Ela entrelaçou as mãos no colo para parar de se mexer.

- O Sr. Poda raramente perde o controle - disse Finley de repente. Seu tom era casual, como se estivesse comentando sobre o clima. - Você deve ser... inesperada.

O calor explodiu nas bochechas de Hali, queimando rápido e forte.

- Eu não sei do que você está falando. Foi o champanhe. Foi um erro.

Finley murmurou um som vago. - Erros geralmente não envolvem Chanel de arquivo.

Hali olhou para o terno. O tecido era macio contra sua pele, um lembrete constante do homem que lho dera. Ela se lembrou da maneira como Esdras olhara para ela na noite passada no elevador. Havia uma fome em seus olhos que a aterrorizava. E ela puxara a gravata dele. Ela se lembrava disso agora. Ela o puxara para si.

Ela fechou os olhos, desejando que o chão a engolisse inteira.

O celular vibrou em sua mão. Ela pulou, o coração falhando uma batida. Era uma mensagem de texto de Irvim.

Ei amor. Desculpe não ter atendido. Apaguei cedo ontem à noite. Semana louca. Café da manhã?

Hali encarou a tela. Apaguei cedo.

Ela olhou para o horário da sua última ligação para ele: 23:45. Irvim era uma criatura noturna. Ele nunca dormia antes das 2 da manhã.

Um nó de desconforto apertou seu estômago. Ele estava mentindo. Mas por quê?

Então, um pensamento mais sombrio e frio lavou a suspeita. A data. Ela fez a conta mentalmente rápido, contando os dias em seu calendário interno.

Ela sentiu o sangue drenar de seu rosto.

- Pare o carro - disse ela. Sua voz era afiada, urgente.

Finley franziu a testa, olhando pelo espelho. - Srta. Recife? Estamos no meio de...

- Por favor, pare. Tem uma farmácia logo ali. Eu preciso... eu preciso de uma coisa.

Os olhos de Finley se estreitaram levemente, avaliando o rosto pálido dela. Ele entendeu. Ele não disse uma palavra, apenas sinalizou e encostou o carro enorme no meio-fio em frente à farmácia.

Hali não esperou que ele abrisse a porta. Ela saiu correndo, quase tropeçando nos saltos emprestados.

As luzes fluorescentes da farmácia eram duras. Ela caminhou direto para o corredor de planejamento familiar, o coração martelando nos ouvidos. Ela sentia como se todos estivessem olhando para ela. A mulher no corredor de xampus. O adolescente comprando refrigerante. Todos sabiam.

Ela pegou a pequena caixa da pílula do dia seguinte. Uma pílula. Cinquenta dólares. Um preço pequeno a pagar para apagar um erro que mudaria sua vida.

Ela levou ao balcão. A caixa, uma mulher de meia-idade com olhos cansados, escaneou o produto. Ela olhou para o terno caro de Hali, depois para o cabelo bagunçado, depois para a caixa. Ela não disse nada, mas sua expressão gritava julgamento.

Hali pagou em dinheiro. Ela não queria rastro de papel. Ela enfiou a caixa na bolsa e saiu, mantendo a cabeça baixa.

Quando voltou para o carro, Finley não perguntou o que ela tinha comprado. Ele simplesmente voltou ao trânsito. Mas o ar no carro havia mudado. Parecia mais pesado.

Ele suspeita, pensou Hali. E se ele suspeita, ele vai contar a Esdras.

Ela ficou em silêncio pelo resto da viagem, abraçando a bolsa contra o peito como um escudo. Quando o carro finalmente parou em frente ao seu prédio desgastado no Brooklyn, o contraste foi gritante. A tinta descascada da entrada parecia patética ao lado do metal preto reluzente do carro.

- Obrigada - murmurou Hali, empurrando a porta.

- Srta. Recife - disse Finley.

Ela parou, olhando para trás.

- Esdras é um homem que cuida de seus ativos - disse Finley. Sua voz estava desprovida de zombaria agora. Era um aviso. Ou talvez uma promessa.

Hali bateu a porta e correu para a escada do prédio.

Ela se atrapalhou com as chaves, as mãos tremendo tanto que as deixou cair duas vezes. Finalmente, conseguiu abrir a porta e tropeçou para dentro do apartamento. Ela trancou a fechadura, passou a corrente e recostou-se na madeira, escorregando até atingir o chão.

Estava quieto. Seguro.

Ela tirou a caixa da bolsa. Suas mãos tremiam enquanto rasgava a embalagem de alumínio. A pequena pílula branca parecia inócua.

Ela foi para a cozinha, encheu um copo com água da torneira e engoliu a pílula. Ela arranhou sua garganta seca.

Quase imediatamente, uma onda de náusea a atingiu. Era psicossomático, ela sabia, mas ainda assim teve ânsia de vômito, agarrando a borda da pia.

Ela precisava tirar aquele cheiro dela. Ela precisava tirar Esdras de sua pele.

Ela foi para o banheiro e tirou o terno Chanel. Ela se olhou no espelho. As marcas roxas em seu pescoço estavam escurecendo. Uma mordida de amor bem em cima de seu ponto de pulsação.

Ela ligou o chuveiro o mais quente que podia suportar. Esfregou a pele até ficar em carne viva e vermelha, tentando apagar o fantasma do toque dele.

Quando finalmente saiu, enrolada em seu roupão velho e desfiado, sentiu-se oca por dentro. Ela juntou o terno Chanel e a lingerie em um saco plástico e enfiou no fundo do armário, atrás dos casacos de inverno. Ela nunca mais queria ver aquilo.

Seu telefone vibrou novamente. Era Lia Trama, sua melhor amiga e designer júnior na empresa.

Você viu o Irvim ontem à noite? Juro que o vi na The Box por volta da 1 da manhã.

Hali encarou a mensagem. The Box. Uma boate.

Irvim tinha mandado mensagem dizendo que estava dormindo.

O nó em seu estômago apertou mais forte. Ele mentiu.

Por que ele mentiria sobre estar em uma boate? A menos que não estivesse sozinho.

No banco da frente do Maybach, a quarteirões de distância, Finley digitou uma mensagem em seu telefone criptografado.

Ela visitou a farmácia. Parece doente. Urgente.

Do outro lado da cidade, na suíte da cobertura, Esdras Poda olhou para a mensagem. O telefone em sua mão rangeu sob a pressão de seu aperto.

Ele encarou as palavras, a mandíbula travando até que um músculo saltou em sua bochecha. Ele fechou os olhos, exalando uma respiração lenta e controlada.

Então, com um movimento súbito e violento, ele partiu ao meio a caneta-tinteiro que segurava. A tinta sangrou em seus dedos, preta como petróleo.

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