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Uma Noite Com Meu Chefe Bilionário
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Capítulo 7 7

O restaurante que Irving havia escolhido era moderno, barulhento e mal iluminado - o tipo de lugar onde as pessoas iam para serem vistas, não para comer.

Hali sentou-se à frente dele, com as mãos postas no colo. Irving estava servindo vinho de uma garrafa que custava mais que o aluguel dela.

"A nós", disse ele, exibindo seu sorriso perfeito e ensaiado. "E à sua grande oportunidade."

Hali não tocou em sua taça. Ela cheirou o ar. Por baixo do aroma de alho e vinho, ela sentiu um leve cheiro de algo floral nele.

Chanel No. 5.

Ela conhecia aquele perfume. Era forte, atalcado e clássico. Era também o perfume característico de Lia. Lia, que se sentava a três mesas de distância dela. Lia, que dizia ser sua melhor amiga.

"Então", disse Hali, mantendo a voz firme. "Qual é o plano para o S-Country?"

Irving tomou um gole de vinho. "Bem, eu estava pensando em ir alguns dias mais cedo. Encontrar com alguns fornecedores de tecido. Você pode se juntar a mim quando a delegação principal chegar."

Alguns dias mais cedo.

Hali sorriu. O sorriso não chegou aos seus olhos. "Parece corrido."

Ela pediu licença para ir ao banheiro. Assim que entrou na cabine, pegou o celular. Seus dedos voaram pela tela.

"Oi, Lia! O Irving está preso no trabalho até tarde hoje, então estou entediada. Quer ver um filme?"

Ela esperou. Um minuto. Dois.

Seu celular vibrou.

"Ah, quem me dera! Estou literalmente morrendo. Cólicas infernais. Estou na cama com uma bolsa de água quente. Fica para a próxima?"

Hali encarou a tela. A menstruação da Lia vinha no início do mês. Era dia 24.

Ela voltou para a mesa. Colocou o celular virado para cima na toalha de mesa branca, bem ao lado da cesta de pães.

"Espero que a Lia esteja bem", disse Hali, inocentemente. "Ela disse que está doente."

Irving não tirou os olhos do cardápio. "Ah, é? Que pena."

Nesse exato momento, o celular de Hali acendeu com uma notificação. Ela o havia configurado para exibir prévias das mensagens.

"Lia: (Anexo de Imagem) Saudades!"

No mesmo instante, o celular de Irving, que estava virado para baixo na mesa, vibrou.

Irving deu uma olhada. Ele olhou para o relógio.

"Na verdade, amor", disse ele, parecendo um pouco sem graça. "Eu esqueci completamente, tenho uma conference call com a equipe de Tokyo em trinta minutos. Acho que vou ter que encerrar por aqui."

Hali o observou. A mentira foi tão suave, tão fácil.

"Claro", disse ela. "O trabalho em primeiro lugar."

Eles não pediram o jantar. Irving a acompanhou até o meio-fio e chamou um Uber para ela. Ele beijou sua bochecha - um beijo seco e impessoal - e a colocou no carro.

"Para o Brooklyn", ele disse ao motorista.

Então ele se virou e andou rapidamente pela rua.

Hali o observou ir embora. "Motorista, espere", disse ela.

Ela observou Irving chamar um táxi. Ele entrou.

Hali pegou o celular. Meses atrás, ela havia sincronizado seu celular com o laptop de Irving para transferir algumas fotos e, por impulso, ativou o "Find My iPhone", pensando que seria engraçado ver onde ele estava. Ela nunca havia verificado. Até agora.

Ela abriu o aplicativo. O ponto azul representando Irving estava se movendo.

Não estava indo para o apartamento dele em Tribeca. Estava indo em direção ao Upper East Side. Para a 84th Street.

O apartamento da Lia.

Hali observou o ponto parar bem em frente ao prédio de Lia.

Ela não chorou. Pensou que choraria, mas não chorou. Apenas sentiu frio. Um frio profundo, de gelar os ossos. Três anos. Três anos o apoiando, editando seus portfólios, ouvindo seu ego. E ele estava dormindo com a melhor amiga dela.

"Motorista", disse ela suavemente. "Leve-me para casa."

A viagem para o Brooklyn pareceu um cortejo fúnebre. Quando chegou ao seu apartamento, ela viu o buquê de flores que Irving havia lhe enviado no dia anterior - um gesto de "desculpe por não ter te visto" - ao lado de sua porta. Estavam murchas.

Ela as chutou para o lado.

Seu celular vibrou.

"E.G.: Chegou bem em casa?"

Hali encarou a mensagem. A pura audácia daquele homem. Ele a estava perseguindo. Ele a estava controlando.

E, no entanto, ele era a única pessoa que estava vendo se ela estava bem.

Ela não respondeu. Enviou uma figurinha. Um gatinho triste e molhado sentado na chuva.

Três segundos depois, veio uma resposta.

"Abra a sua porta."

Hali congelou. Ela correu para a porta e olhou pelo olho mágico.

Parado no corredor mal iluminado de seu prédio precário, parecendo completamente deslocado em um sobretudo preto, estava Ezra Gardner.

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