Danuza
Ligo o carro, mas não saio do lugar. O portão já ficou para trás, fechado como um veredito, e a casa iluminada agora é só um borrão distante no retrovisor. As minhas mãos tremem no volante, não de álcool, mas de algo mais corrosivo.
Humilhação não passa rápido. Ela assenta fundo, cria raiz.
Não espero esfriar. Não espero pensar melhor.
P
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